
Vulcano – “Stone Orange” (2022)
Emanzipation Productions
#ThrashMetal, #DeathMetal
Para fãs de: Destruction, Sarcófago, Sepultura
Nota: 8,5
O Vulcano é uma daquelas bandas que acaba se perdendo a conta de quantos discos eles lançaram ao longo dos anos. No entanto, devido ao seu status cult, ela é uma banda que você continua ouvindo sempre, e que lança um álbum a cada novo ano.
Seu mais novo petardo é intitulado “Stone Orange”, 12º lançamento de estúdio completo do quinteto, e o segundo a apresentar o relativamente novo baterista Bruno Conrado. Como muitos artistas veteranos, o Vulcano e seu legado estão sendo levados através dos tempos por um membro original, desta vez na forma do guitarrista Zhema Rodero.
Falando sobre as faixas, “Metal Seeds” começa com um Thrash cheio de peso e riffs, com o baixo saltando aos ouvidos e os vocais de Luiz Carlos Louzada soando doentios. Ela conta com vários solos que são de arrepiar. “Putrid Angels Ritual” mostra a veia mais Death Metal da banda, com a bateria mantendo uma velocidade incrível e cheia de blast beats e novamente destacando o solo de guitarra.
“Tear Gas”, “Keep Mind” e “A Night in a Metal Gig” trazem uma atmosfera de Destruction para o ouvinte, com a velocidade e precisão dos instrumentos e pelos vocais de Luiz. “Stone Orange” é um disco cheio de energia crua, rápida, agressiva e maldosa, rápida e agressiva que fica exemplifica também em “Night Terror With Satan”, com vocais mais “demoníacos” e um ritmo perfeito para o headbanging.
Temos que reconhecer e parabenizar a banda por trazer toda a energia dos anos 80 para as músicas, do modo como o Death/Thrash Metal era feito, com uma excelente produção que deixou tudo soando cristalino. O disco mostra que se você quer aquele Thrash Metal vicioso, não há lugar melhor para estar do que em um disco de uma banda brasileira, principalmente o Vulcano.
Tudo o que precisamos está aqui: vocais rosnados, batidas de velho Slayer, baixo pulsante e bateria destruidora. “Stone Orange” tem um odor oleoso e a sensação é úmida, mostrando que o Thrash Metal dinâmico ainda existe. Não há brilho aqui, apenas hostilidade frenética, mas bem orquestrada.
Lucas David









