
Elvenking – “Reader of the Runes: Divination” (2019)
AFM Records
#FolkMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Ensiferum, Eluveitie, Tuatha de Danann
Nota: 7,5
Nos últimos anos o Elvenking entrou no efeito manada das bandas de Folk Metal mundo afora: adicionou uma dose de blast beat e um pouco de vocal gutural, sem deixar as raízes “flautinha e violino” de lado. Porém, os italianos optaram muito bem por não ir tão fundo nesse som mais pesado e a banda vem em franca ascensão no cenário metálico. Com “Reader of the Runes – Divination”, o sexteto entregou bons momentos, como no single “Silverseal” (ótimo refrão no contratempo, promete animar nos shows!) e na surpreendente “Malefica Doctrine”, que começa com um coro épico, parede sinfônica e vocal que fez lembrar até Dimmu Borgir!
O grande “porém”, infelizmente, é que a banda não soube distribuir melodias criativas o suficiente ao longo das faixas. Assim, o resultado poucas vezes sai da zona de conforto dos riffs com muito violino e clima dançante. Mas quem já fez “The Silk Dilemma” e “Seasonspeech” não pode se contentar apenas com isso! Dito isso, “Heathen Divine” começa o tracklist bem Power Metal e tem um refrão criativo alternando levadas. Da mesma forma, “Eternal Eleanor” tem momentos empolgantes que lembram hobbits dançando na estalagem do Pônei Saltitante.
Já “Divination”, “Sic Semper Tyrannis”, “Diamonds in the Night” e a excessivamente grande “Reader of the Runes – Divination – Book I” apenas engrossam o caldo, mas não apimentam o menu principal. Os destaques individuais vão para o vocalista Damnagoras e o violinista Lethien, esse último, por ter conseguido sobressair seu instrumento em um disco mais fraco musicalmente.
O Elvenking tem tudo para manter a curva de popularidade e grandeza em ascensão, mas precisa recalibrar seu estilo e ter mais cuidado com as melodias, pois no Folk Metal, elas são imprescindíveis e é o que distingue um bardo que toca em uma taverna comum dos grandes menestréis que encantam os palácios dos reis.
Gustavo Maiato





