
Killswitch Engage – “Atonement” (2019)
Metal Blade Records
#Metalcore
Para fãs de: As I Lay Dying, Unearth, All That Remains, Volbeat
Nota: 9,0
Estar numa banda mundialmente aclamada, onde muitas vezes a pressão por ser conhecida como os percussores de um estilo e do primeiro álbum estourar logo de cara, podem trazer uma série de responsabilidades e pressão extra, afinal, ninguém quer lançar algo mais ou merda, é sempre o melhor, melhor… e sabemos que na vida não dá para ser um conto de fadas dos filmes de Wall Disney. A banda norte americana Killswitch Engage, saboreou um pouco de tudo na carreira, que agora duas décadas depois de sua fundação, chegam com “Atonement”, o seu oitavo trabalho de estúdio.
O início do álbum com “Unleashed” e “The Signal Fire”, temos um grupo apostando no peso do instrumental de maneira mais contida, algo mais carregado e lento, mas com vocais abusando bem das partes limpas e cheias de melodias, deixando os guturais em segundo plano e fazendo com que essa artimanha seja algo que apenas complete a música quando necessário, deixando de ser uma regra pré-estipulada. Por muitas vezes o trabalho te passa uma sensação mais dark, com pegada mais coesa e querendo soar de um certo ponto mais brutal, com mais ‘PUNCH’, não que o grupo resolveu virar rebelde sem causa e adotar o Death/Black Metal como seu estilo, tudo o que citei acima, é dentro da musicalidade em que Killswitch sempre se propôs fazer.
Um dos grandes destaques fica para a sorrateira “ The Crowless King”, com um riff daqueles de você sentir o poder que uma palhetada certeira pode ter na vida de um ser humano, além de ser pura adrenalina, temos nela a participação do, na minha opinião, melhor vocalista de Thrash Metal, Chuck Billy do Testament, que como sempre traz momentos impactantes.
Temos três faixas com um toque mais comercial onde poderiam facilmente ser tocadas nas rádios FM, falo de “I Am Broken Too”, “Take Control” e “I Can´t Be the Only One”, todas contém alguns clichês grudentos, mas em meio a grandes temas, seja eles rápidos ou felizes, ao passar pelas 11 músicas do tracklist, temos algo indescritível; a forma como a mensagem por traz das letras chegam ao ouvinte, trazendo esperança, medo, luta, infelicidade e de sempre reagir e ir para cima, não importa quão grande seja o problema, mantenha se firme.
“Atonement”, não é um trabalho de difícil assimilação, mas que merece muitas audições graças a sua carga emotiva. Dentre aquela nova onda americana que surgiu no começo dos anos 2000, o Killswitch Engage continua reinando absoluto, provando que merece estar ao lado dos grandes nomes do gênero.
William Ribas





