Carl Dixon – “Unbroken” (2019)

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Carl Dixon  “Unbroken” (2019)
AOR Heaven
#MelodicRock#AOR

Para fãs de: Steve Perry, Robert Tepper, Dave Bickler

Nota: 9,5

Depois de ler a autobiografia “Strange Way to Live” (resenha em breve aqui no Metal Na Lata), a música do Coney Hatch e do seu líder, Carl Dixon, voltou a fazer parte da trilha sonora do meu dia a dia; coisa que não ocorria desde o lançamento de “Four”, em 2013. Então, foi com enorme prazer e sob uma expectativa sem tamanho que apertei o play em “Unbroken” tão logo recebi a notificação do Spotify de que o álbum já estava disponível para audição.

A sétima empreitada solo de Carl inaugura a parceria com o AOR Heaven, selo que é referência em Melodic Rock na Europa, fato que por si só dá um spoiler do conteúdo: onze faixas em 43 minutos de variações dentro do que as amarras do estilo permitem; ou seja, o álbum vai da celebração à dor de cotovelo como quem atravessa a rua, com letras que majoritariamente falam sobre relacionamentos.

Cantada num registro mais grave, coisa que pouco se ouviu Carl fazer até então, “This Isn’t the End” é o típico discurso de um cara que não quer largar o osso. Em oposição a isso, “Nothing Lasts Forever”, apesar do título que indica certo contentamento, consiste num dos momentos de maior empolgação graças ao refrão marcante.

Os teclados têm forte presença em números como “Summer Nights” e “Keep the Faith”, mas são nas músicas guiadas pela guitarra que podemos tanto ouvir o bom e velho som do Hatch — “Roll the Dice” tem o DNA da clássica “Hey Operator” — quanto o que seria uma leve incursão de Dixon ao lado mais pesado (guardadas as devidas proporções) da força na galopante “Drive Just Drive”.

Quando você pensa que o álbum já surpreendeu o bastante, a derradeira faixa título comprova a tese de que o melhor a gente guarda para o fim. Na música mais pessoal do repertório, Carl canta sobre enfrentar medos, se fazer ouvir, segurar a barra e permanecer intacto, inquebrável, incorruptível; e se tem alguém que não precisa do aval de ninguém para discursar acerca de superação, esse alguém é Dixon. Belíssimo disco!

Marcelo Vieira

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