
Blue Murder – “Blue Murder” (1989)
Geffen Records
#HardRock
Para fãs de: Whitesnake, Thin Lizzy, Tygers Of Pan Tang
Nota: 9,0
Os anos 80 são geralmente conhecidos pela década dos excessos na música. Por que não, então, terminar a década com algo mais do que explosivo, mas fascinante? Foi o que fez John Sykes com sua inseparável Les Paul preta!
Trazendo no curriculum trabalhos com o Tygers Of Pan Tang (formando uma dupla excepcional com Robb Weir), Thin Lizzy (formando duo ESPETACULAR com Scott Gorham) e ainda tendo ajudado a catapultar o Whitesnake para além do estrelato (co-escreveu uma grande parte do álbum de 1987), Sykes, após sair do Whitesnake e contratado pela Geffen (não dá para deixar um John Sykes em plena forma perdido por aí, certo?), resolveu montar uma super banda.
Reza a lenda que Tony Martin e Ray Gillen foram testados inclusive gravando demos, mas que John Kalodner (sempre ele) incentivou Sykes a comandar os vocais, além de testar também Cozy Powell na bateria, mas o power trio ganhou vida com a ESPETACULAR “cozinha” de Carmine Appice (bateria) e Tony Franklin (baixo).
Assim nasceu o Blue Murder em 1988! Seu autointitulado álbum de estreia completou 30 anos no ano passado.
“Blue Murder” possuía todos os ingredientes para dar certo: super bem tocado, com harmonias e melodias que casavam perfeitamente, guitarras de outro mundo, química mais do que especial aonde os músicos conseguiam brilhar em prol da música… tudo isso somado com a sempre especial produção de Bob Rock. Era nítida a influência das bandas que Sykes já participara anteriormente, já que ele praticamente escreveu todas as músicas, mas também havia a inclusão de novos elementos que variavam entre o Hard Rock e o Blues.
Infelizmente apesar de não ter tido o sucesso comercial que merecia (existem coisas muito além da nossa vã filosofia), o brilhante trabalho dos músicos não passou em branco e até hoje o álbum é considerado um clássico entre os amantes do hard rock.
O álbum começa com uma das melhores faixas de abertura (“Riot”) de um álbum de hard rock em todos os tempos e segue nessa linha com riffs pesados e uma linha de bateria e baixo eletrizante. Passando pela épica “Valley of The Kings” de oito minutos que desde a introdução é hipnotizante, pela perfeita “Jelly Roll” e aquele singelo feeling Blues que vicia (vejam o clip), com menção honrosa para “Blue Murder”, “Out Of Love” (difícil entender o porquê dessa música, que é uma das melhores baladas daquela década, não ter feito o sucesso que merecia) e “Billy”. Mas lembrando de que todo o álbum é contagiante (o riff de “Ptolemy” é ANIMAL!!) e consegue nos capturar com sua variedade e musicalidade impecável.
Se você é um daqueles que ainda não descobriu essa pérola, está mais do que na hora de fazer isso! Não é toda hora que um álbum como esse surge em nosso caminho.
Aprecie sem moderação!
João Paulo Gomes (Colaborador)

