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Saints & Sinners – “Saints & Sinners” (1992)

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Saints & Sinners“Saints & Sinners” (1992)
Savage Records | BMG
#HardRock

Para fãs de: DokkenRattWinger

Nota: 8,0

O Saints & Sinners teve origem na francófona Montreal, em 1991, pelas mãos de Rick Hughes (vocalista com passagem pelo Sword) e do tecladista Jesse Bradman, que tocou em “Man in Motion” (1988) do Night Ranger e “Life for the Taking” (1978) do saudoso Eddie Money. Stephane Dufour (guitarra), Martin Bolduc (baixo) e Jeff Salem (bateria) completavam a escalação que entrou em estúdio para registrar o primeiro e, infelizmente, único trabalho do grupo.

Um verdadeiro time de feras compunha o elenco de apoio: assinando a produção, ninguém menos que o duas vezes platinado Aldo Nova. Na mesa de som, Paul Northfield, que havia acabado de gravar o clássico “Empire” (1990) do Queensrÿche. Já a masterização ficou a cargo do premiado Bob Ludwig. Nada mal para uma banda estreante num selo subsidiário como era a Savage Records, não?

Nos pouco mais de 40 minutos que dura o álbum, o que se ouve são muitas guitarras — quem sabe um prenúncio da vindoura carreira solo de Dufour? —, teclados assumindo a ponta em momentos cruciais, bateria e baixo estabelecendo uma base sólida e vocais e backing vocals aéreos para dizer o mínimo: receita semelhante à praticada pelo Winger em seu bem-sucedido disco de estreia (1988).

Ainda que a taxa de novidade seja próxima de zero aqui, “Saints & Sinners” oferece momentos realmente bons, como a grudenta “Lessons of Love”, o retrato de um bad boy que é “Kiss the Bastards” e o mergulho em águas densas e profundas de “Frankenstein”, peça de dez minutos dividida em duas partes na qual o quinteto explora diferentes texturas temáticas e musicais. Isso sem falar nos singles “Walk That Walk”, “We Belong” e a baladaça “Takin’ My Chances”.

A falta de interesse da mídia e do público como um todo, agravada pelo fim da Savage meses depois do lançamento do disco, fez o grupo jogar a toalha em 1993. Dos cinco integrantes, quem se deu melhor foi Bradman: entre seus trabalhos posteriores, destacam-se “Edge of the World” (1997) do projeto Mogg/Way e “Covenant” (2000) do UFO.

Marcelo Vieira

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