
The Night Flight Orchestra – “Aeromantic” (2020)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#ClassicRock, #HardRock, #AOR
Para fãs de: Horisont, Audrey Horne, H.E.A.T
Nota: 9,0
E uma das bandas mais legais da atualidade apresenta seu mais recente lançamento e, parece até brincadeira, mas consegue manter a mesma classe e qualidade que vem mostrando desde sua estréia em “Internal Affairs” em 2013.
Por coincidência ou não, todos os ótimos álbuns lançados pelo grupo, por sorte, acabaram caindo em minhas mãos e assim pude acompanhar a evolução do grupo durante esses oito anos de existência (a banda foi formada em 2012). Se bem que a palavra evolução talvez não seja a mais indicada, vez que a regularidade muito acima da média de todos os álbuns lançados pelo grupo se mantiveram. E agora, dois anos após “Sometimes the World Ain’t Enough”, Björn Strid (vocal, Soilwork), David Andersson (guitarra, Soilwork), Sebastian Forsund (guitarra/percussão), Sharlee D’Angelo (baixo, Arch Enemy), Jonas Kälsbäck (bateria, Mean Streack) e Richard Larsson (teclado) mostram que o talento à favor da música SEMPRE gera excelentes resultados.
Não é preciso informar, mas como todos já sabem, a banda é um projeto paralelo de músicos que tem seu background dentro da música pesada. Algo que fica praticamente de lado aqui, como em todos os demais álbuns do grupo. A abertura com “Servants of the Air” traz todas as características que fizeram e fazem da banda algo mais do que relevante: classe, bom gosto e uma capacidade gigantesca de criar composições que não se prendem a limites. Mais rápida do que de costume e com um excelente trabalho de Jonas, e também pelos backing vocals que ficaram perfeitos no refrão. Na seqüência, “Divinyls”, com seus teclado mergulhados nos anos 70 é disparada, a melhor faixa do CD. Mantendo aquela atmosfera quase “Motown” que sempre estiveram presentes na música do grupo, a faixa tem um daqueles refrãos que não saem tão cedo da cabeça após a primeira audição. Se você duvida, escute e depois me diga. “If Tonight is Our Only Chance” tem um clima típico dos filmes protagonizados por Olívia Newton John e John Travolta. Quem tem mais de 40 vai entender o que quero dizer.
A veia mais rock n’ roll do grupo volta à tona em “This Boy’s Last Summer”, outra pérola com um belo refrão grudento. “Curves” tem um clima sacana, com uma pegada dançante, próxima do que grupos como Kool & The Gang e Chic faziam com maestria. Ainda, dentro da regularidade do trabalho, podemos citar a faixa título, que se fosse apresentada a você sem que lhe dissessem que ela havia sido gravada por músicos de heavy metal, de um estilo mais pesada, seria difícil de fazê-lo acreditar. Assim como “Golden Swansdown”, uma verdadeira aula de interpretação de Björn Strid, que se mostra, mais uma vez, como um vocalista muito acima do que seus colegas de profissão podem fazer. “Taurus” com sua pegada mais rocker, a “pesada” “Carmencita Seven”, principalmente pela linha adotada por Sharlee D’Angelo, e o encerramento com a tipicamente The Night Flight Orchestra “Dead of Winter” mostram, mais uma vez, que a banda conseguiu que estejamos diante de um dos discos do ano!
“Aeromantic” é mais um belo exemplo de como uma banda pode, sim, fazer sua música sem se prender a rótulos ou a limites. Uma banda com cinco álbuns impecáveis!
Sergiomar Menezes





