Between The Buried And Me – “Coma Ecliptic: Live” (2017)

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Between The Buried And Me – “Coma Ecliptic: Live” (2017)
Metal Blade Records

Nota: 8,0

Muitas vezes a gente se vê em situações complicadas ao fazermos certas resenhas. Isso se deve ao fato de que, em certos momentos, chegam em nossas mãos (e ouvidos), bandas que, mesmo já tendo muitos anos de estrada, não são daquelas que estamos acostumados a ouvir ou que tenhamos certa afinidade. Tanto em um caso como no outro, cabe a nós, críticos (sim, todos somos críticos à partir do momento que omitimos uma opinião a respeito de algum trabalho feito por outra pessoa), sabermos ouvir com determinada atenção e muita, mas muita sensibilidade.

Nem sempre conseguimos. Afinal, não é fácil, por exemplo, resenhar uma banda já consagrada e que goza de bom nome e prestígio junto aos fãs, e que você NUNCA ouviu. E esse é o caso em questão aqui.

Eu, e aqui falo apenas em meu nome, nunca tinha ouvido o Between The Buried And Me, e preciso admitir, apesar do estilo (que por si só já é complicado de rotular) praticado pelo grupo não constar na lista dos meus preferidos (muito pelo contrário), ao ouvir com atenção este ao vivo “Coma Ecliptic: Live”, conheci uma grande banda!

Formada no ano 200, nos Estados Unidos, a banda conta com uma extensa discografia, sendo que este mais recente lançamento, já é (ou recém, dependendo do ponto de vista), seu segundo lançamento neste formato. Contando com 8 álbuns de estúdio e praticando um misto de metal progressivo, metalcore e até mesmo, momentos que beiram o death metal (mas sempre numa linha bem progressiva), o grupo apresenta aqui 11 faixas bastante técnicas mas, também, com generosas doses de agressividade.

Lançado também em formato de DVD, “Coma Ecliptic: Live”, mostra um grupo maduro e inspirado. Podemos destacar algumas faixas, mesmo o trabalho possuindo uma certa regularidade. “Dim Ignition” (com algumas “viagens eletrônicas”), a insanidade progressiva de “Famine Wolf”, a intensidade prog-jazzística de “The Ectopic Stroll” (destaque para a quebradeira proporcionada pelo baterista Blake Richardson) e, também, as trabalhadas e cheias de climas “Memory Palace” e “Option Oblivion”, se destacam dentre as boas composições da banda.

Como disse lá no começo, não sou fã do estilo praticado por eles, mas, por vezes, o Heavy Metal acaba por pregar peças na gente e foi exatamente isso que aconteceu aqui. Ao ouvir o Between The Buried And Me, descobri mais uma boa banda banda dentro do vasto cenário do metal. Virei fã do grupo? Não. Mas, com toda certeza, acompanharei mais de perto seus lançamentos e sua carreira. Algo que todo fã de música sem preconceito deveria fazer.

Sergiomar Menezes

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