
Witches – “The Fates” (2020)
Mighty Spell Records
#Crossover, #ThrashMetal, #ThrashDeathMetal, #DeathMetal, #BlackenedThrashMetal
Para fãs de: Nervosa, Obituary, Sodom, Skeletonwitch, Toxic Holocaust, Sadus
Nota: 8,5
Formado em 1986 em Antibes (França), ainda numa época de troca de cartas escritas à mão, fanzines impressos e distribuídos em lojas e bares de Heavy Metal (me sinto nostálgico nesse momento), os Witches foram pioneiros no país por contarem com vocais guturais femininos (não se assustem, pois isso era, de fato, raro em uma época tão machista quanto hoje), sua formação conta com Sibylle (vocais e guitarras), Lienj (guitarras e baixo) e Jo Juré (bateria).
O trio pratica um Thrash Metal agressivo, entretanto, ao longo dos anos é de se esperar evoluções na sonoridade de uma banda, e “The Fates”, o novo trabalho de estúdio da banda, não deixa por menos mostrando uma maior variedade de elementos mais extremos. Os temas apresentados no disco são como uma fusão do pecado humano e sua autodestruição com uma certa dose de suspense e drama cinematográfico lado b. Sim meus amigos, isso é magnifico, poder ouvir um som tão diversificado e poderoso dentro de um mesmo álbum dando sempre o ar de surpresa a cada faixa.
Confesso que inicialmente esperava um som calcado numa linha Thrash/Death Metal mais tradicional conforme os registros anteriores “The Hunt” (2015) e “7” (2007), porém na primeira nota de guitarra de “We Are”, fiquei impressionado pela sonoridade misturando algo de Black Metal old school mais seco e ríspido aproximando-os de bandas como Sodom (primeiros álbuns) e Obituary.
Me sinto um felizardo por poder ouvir um disco que evidencia a evolução musical de uma banda nascida na época de ouro do Metal. O álbum em si tem mostra uma sinergia com o nome da banda, por vezes senti receio de estar evocando alguma bruxa do além, mas com absoluta certeza de que se alguma viesse, seria para se juntar a mim num mosh monstruoso propiciado por cada berro desta vocalista e guitarrista fantástica, Sibylle detona nos vocais em conjunto de riffs no melhor estilo navalhas e canivetes afiados para rasgar o seu pobre e imundo corpo impuro.
Destaques para as músicas “We Are”, “Black From Sorrow”, “Let Stones Fall”, “Last Wishes” e “Death in the Middle Ages”.
Resumindo “The Fates” é um tapa na orelha do ouvinte do começo ao fim, não há pausas para respiração, mesmo com passagens mais lentas, o clima é tão tenso e soturno que um bom Metalhead não vai ficar parado.
Edson do Carmo (Colaborador)





