
Shining Black – “Shining Black” (2020)
Frontiers Music
#PowerMetal, #MelodicMetal
Para fãs de: Vision Divine, Labyrinth
Nota: 6,5
Com a saída de Roberto Tiranti dos vocais do Labÿrinth em 2014, Mark Boals (Yngwie Malmsteen, Ring of Fire, Royal Hunt) foi rapidamente cotado para o cargo. Entretanto, por questões de agenda, Mark nem chegou a gravar o álbum subsequente. Entretanto, após a cisão, o cantor manteve contatos com o guitarrista Olaf Thörsen (Labÿrinth, Vision Divine) e, dessa parceria, nasce o Shining Black, com seu álbum de lançamento auto-intitulado.
Apesar dos holofotes da produção focarem o duo de voz e guitarra, a banda soa bastante competente e homogênea, mas sem sair da zona de conforto dos gêneros que os fãs estão acostumados. A competência vocal de Mark e seu alcance de três oitavas são muito melhor explorados em Shining Black do que em sua “era Malmsteen”, entregando uma interpretação poderosa e, ao mesmo tempo, natural. Thörsen, responsável pela maior parte da composição instrumental, não disfarça o destaque das suas cordas nas gravações, entregando linhas de guitarra com suas características marcantes das bandas anteriores: melodia e velocidade.
Mesmo com o perceptível cuidado de não permitir que o álbum soe similar ao Labÿrinth ou ao Vision Divine, o trabalho soa morno e homogêneo, sem se arriscar à originalidade dentro do gênero. Há momentos belíssimos, e algumas melodias muito bem trabalhadas, que podem agradar e muito os ouvidos dos amantes do gênero. Mas ainda assim, mesmo os pontos altos do disco como “Boogeyman” e a faixa-título “Shining Black”, não trazem grandes surpresas ao ouvinte.
Shining Black é um álbum que se faz merecedor da audição pela competência da dupla de líderes, mas sem a proposta de trazer elementos que marquem a audição do ouvinte. Agradável, empolgante em alguns momentos, mas ainda não memorável.
Will Menezes (Colaborador)





