
Persuader – “Necromancy” (2021)
Frontiers Music
#PowerMetal, #SpeedMetal
Para fãs de: Blind Guardian, Savage Circus, Soilwork
Nota: 9,0
Conheci o Persuader lá por volta de 2004, quando eles lançaram “Evolution Purgatory”. Lembro de ter ficado de boca aberta pelo power metal aplicado pela banda, a grandiosidade das canções e principalmente a semelhança com o Blind Guardian (minha banda favorita, diga-se de passagem), acima de tudo a incrível semelhança do timbre vocal de Jens Carlsson com o de Hansi Kürsch. Tamanha é a semelhança das vozes de ambos que Thomen Stäuch (Ex-Blind Guardian) convidou tanto Jens como o guitarrista Emil Norberg do Persuader para seu projeto “Savage Circus”, que se trata justamente de recriar o som praticado pelos bardos alemães na década de 90.
Mas voltando ao Persuader, apesar de serem MUITO parecidos com Blind Guardian eles possuem alguma personalidade em suas canções, que são bem mais pesadas, diretas e menos “épicas”. E aqui em “Necromancy” não é diferente, seu power metal está ainda mais pesado e moderno, flertando um pouco com o famoso “Gothenburg Sound” a la In Flames e Soilwork, fugindo um pouco da sombra da comparação com o Blind Guardian.
E ao longo das sete canções do disco podemos perceber nitidamente a evolução da banda com riffs bem criativos em afinações mais baixas e Jens arriscando vocais mais agressivos que os usuais. “The Curse Unbound” abre bem apoteótica e com um riff típico da banda, com aquela levada bem Power Metal, lembrando bastante (adivinhem quem?) Blind Guardian. Mas parecido ou não é uma música muito, mas muito boa e sinceramente? Isso que importa.
A porradaria continua com “Scars” que começa com uma levada pesada, destaque para as guitarras de Emil e Fredrik Mannberg pesadíssimas e ditando o ritmo. Um belo refrão com coros bem colocados te fazem sair cantando já na segunda ouvida. Em “Raise the Dead” uma introdução bem climática nos prepara para sermos pegos desavisados por riffs palhetados e por um speed que beira o thrash em alguns momentos. Alguns vocais guturais e blast beats dão uma tônica diferenciada a essa canção, que nos mantém no ritmo para a próxima.
“Reign in Darkness” já entra rasgando tudo com um puta riff bate cabeça e transita entre o thrash metal e o já citado death melódico, dando uma identidade cada vez mais heterogênea às canções. Destaque para o solo lindíssimo e os riffs pesadíssimos. A influência do Melodic Death Metal sueco se faz bem presente na entrada de “Hells Command”, sendo essa uma canção mais cadenciada, em relação a velocidade predominante no disco. Mais uma vez o vocal de Jens é o destaque, com variações que enriquecem bastante a música.
“Gateways” abre com uma sessão rítmica bem legal e criativa e é a música mais diferente do disco, com seu andamento quebrado e novamente, ótimas linhas vocais e um instrumental bem trabalhado. Quando o belíssimo dedilhado acústico de “The Infernal Fires” começa, você meio que sente que vem algo grandioso por aí. A banda desfila uma coleção de riffs criativos, melodiosos e pesados na medida certa. Após uma bela introdução instrumental o vocal entra mais criativo que nunca e a banda passeia entre todas características tornando esta um perfeito exemplo do que é esse puta álbum do Persuader.
Resumindo, meus amigos: “Necromancy” é mais um ótimo disco na discografia do Persuader. Power Metal agressivo, rápido, melodioso e moderno.
Ainda parece Blind Guardian? Pra caralho. Isso importa? Não. O disco é muito bom e a banda agregou novas influências ao seu som, e o power metal praticado pela banda tem cada vez mais cara de Persuader e menos de Blind Guardian.
Thiago Barcellos





