Destruction
– “Thrash Anthems II” (2017)
Independente
#ThrashMetal
Nota: 8,0
Sou um entusiasta de regravações de alguns clássicos dos anos 80 para se beneficiarem de novas tecnologias. Talvez as únicas bandas que eu torceria muito o nariz se um dia fizessem isso seria o Metallica e Iron Maiden. Não pela capacidade dos músicos, mas sim por não terem mais aquele “sangue nos olhos” que tinham antigamente.
Voltando ao Destruction, é nítido que nunca perderam a veia Thrash Metal desde sua fundação, da mesma forma que bandas como Exodus, Testament, nas quais, também, regravaram seus clássicos de forma brilhante. Alguns fãs abominam tal prática, mas quem em sã consciência vai falar mal de algo que já era excelente ficando ainda melhor, mais bem produzido, mais pesado, mais nítido por conta da modernidade? Me desculpem a sinceridade, eu passo longe desse xiitismo por mais que eu realmente entenda que a “sujeira” dos anos 80 é ainda apreciada.
Seguindo a risca de “Thrash Anthems” (2007), os alemães escolheram à dedo as faixas aqui presentes. Se compararmos esse volume II ao primeiro, obviamente será uma escolha esmagadora a favor do primeiro por contar com praticamente TODOS os amados clássicos da banda. Mas o que falar de um álbum que tem “Confused Mind”, “Black Mass”, “Antichrist”, “United By Hatred”, “Dissatisfied Existence” entre outras? Não tem como condená-lo, de forma alguma!
É cacetada do começo ao fim, com uma produção cristalina e ao mesmo tempo tão pesada que parece um rolo compressor esmagando seu cérebro. Os riffs de Mike Sifringer (No Time, Later! hahahah), a voz rasgada de Schmier e a benevolência ultrajante de Vaaver (bateria) arrepiam até o último fio de cabelo! Falando em Vaaver, a violência que ele esmaga sua bateria, junto com o triturante uso de bumbo duplo de forma impecável simplesmente humilham todos seus antecessores. Me desculpem a minha franqueza.
Não é um disco que você vai considerá-lo excepcional ao ponto de colocá-lo numa lista de melhores do ano, mas vai garantir muita diversão e muita, mas MUITA cabeçada porquê Thrash é isso: PORRADARIA!
Outro atrativo, além da belíssima produção já citada, fica por conta do cover de “Holiday In Cambodja” (Dead Kennedys) onde o baixo de Schmier ficou mais evidente que o tradicional.
Para finalizar, “Thrash Anthems II” é um álbum que fará todo fã ardoroso/die hard de Thrash Metal, assim como eu, muito feliz, mas tenho que ser franco, se você não é muito chegado em regravações, com certeza, o achará “mais do mesmo” ou um “disco que não fede nem cheira”. Eu fico na primeira opção puramente por conta do coração “peludo” aqui (risos).
Infelizmente, o álbum foi lançado somente via ‘crowdfunding’ (PledgeMusic), o que somente os que participaram da campanha terão acesso ao álbum físico.
Johnny Z.





