The Haunted
– “Strength in Numbers” (2017)
Century Media Records
#ThrashMetal, #MelodicThrashMetal
Nota: 8,5
Oriundo das cinzas do The Gathering, o The Haunted distingue-se em duas fases: aquela compreendida pelos quatro primeiros álbuns, onde a banda migrava do Death Metal melódico para ingressar em um Thrash Metal impactante e visceral, e outra não tão alvissareira, que vai de “The Dead Eye” em diante, onde a banda amargou uma temporada de discos insossos e composições genéricas e pouco inspiradas, além de abalar consideravelmente sua essência.
Independente de contar com os préstimos de Peter Dolving ou Marco Aro no posto de vocalista (ambos muito competentes por sinal), o fato é que a banda parecia cansada, cumprindo obrigações contratuais sem muito empenho, e esse panorama precisava mudar. Parece que esse dia finalmente chegou.
Não que “Strength in Numbers” seja a salvação da lavoura ou o momento de redenção máxima do The Haunted, mas é, sim, um disco correto, maduro e empolgante. Digamos que o material em questão esteja em um limiar entre os primórdios da banda e a fase mais atual.
Contando novamente com Aro (que retornou em “Exit Wounds”, de 2014) no posto de frontman, “Strength in Numbers” é correto em obedecer aquele padrão característico do grupo: agressividade e velocidade arrefecidos por arranjos melódicos, que servem para imprimir uma maior variedade às composições.
O disco oferece um grande trabalho de guitarras (Patrick Jensen e Ola Englund estão tinindo), mas a performance da cozinha, principalmente do baixo avantajado de Jonas Björler, elevou o The Haunted a um novo patamar de peso e brutalidade, onde faixas como “Brute Force”, “Thigten the Noose” e “The Fall” estão fortemente inseridas, honrando a tradição do Metal sueco e, quem sabe, trazendo o The Haunted de volta ao gênero do qual nunca devia ter se distanciado. Grande disco.
Ricardo L. Costa





