Gotthard – “Stereo Crush” (2024)
Reigning Phoenix Music
#HardRock #AOR #MelodicRock
Para fãs de: Krokus, Shakra, China
Texto por João Paulo Gomes
Nota: 5,5
O Gotthard foi uma das bandas da nova safra que mais me impactou no início dos anos 90, ainda mais contando com a força da natureza chamada Steve Lee (1963-2010), que nos deixou tragicamente.
Com uma discografia Hard/Heavy prolífica até então, misturando Purple, Zeppelin, Aerosmith e AC/DC, a banda quase assumiu o trono de herdeiro do Whitesnake na época, além de abocanhar notoriedade e diversos prêmios ao longo dos anos (vários discos de platina – “Homerun” (4x) –, quase quatro milhões de álbuns vendidos, um Diamond Award e vários álbuns TOP 1).
Desde 2012, com a mudança de vocalista e toda a alteração na dinâmica da banda que esse tipo de mudança sempre traz, escuto Gotthard sem referenciar o nome com o som para evitar uma comparação injusta. De lá para cá, os álbuns lançados são “OK” (o “Bang” é a exceção), mas muito aquém do que já foi capaz de fazer.
Com o lançamento do novo álbum, após quase cinco anos de espera desde “#13”, e com os álbuns de CoreLeoni no meio do caminho, era de se esperar que essa meia década trouxesse alguma maturação para criar músicas que fizessem jus ao nome da banda. Será?
Mas “Stereo Crush”, o décimo quarto álbum de estúdio, conta com o recém-chegado baterista Flavio Mezzodi (Krokus), os guitarristas Leo Leoni (Forsale) e Freddy Scherer (China), o vocalista Nic Maeder (Clean Dirt, Dry, Maeder) e o baixista Marc Lynn (China, Scars For Life), e, apesar de variado, é bastante inconsistente.
Mesmo ouvindo o álbum por diversas vezes ele não me conquista. O equilíbrio entre peso e melodia, responsável por cativar fãs por todo o mundo, mudou bastante — e não para melhor. Existem bons momentos? Claro que sim. Mas é isso apenas. Bom. Não é incrível ou impactante. Não é Gotthard.
Boa musicalidade, bom vocalista, boa produção (a cargo de Charlie Bauerfeind – Helloween, Saxon, Blind Guardian), boa diversidade, bons temas. Mas falta raça, melodia, energia, refrões “larger than life”, atitude… falta Gotthard, sabe?
Vale ressaltar o clima Bryan Adams de “Liverpool” (o retorno da parceria com Chris von Rohr), a arrogância de “Devil in the Moonlight”, a imponente “Boom Boom”, a energia de “Thunder & Lightning” e a pulsante “Rusty Rose”, mas é notório a percepção de que cinco anos, infelizmente, não foi tempo suficiente.





