The Ghoulstars – “The Dark Overlords of The Universe” (2026)
Season of Mist
#PunkRock #HorrorPunk #HeavyMetal #HardRock
Para fãs de: Misfits, Rob Zombie, Murderdolls
Texto por Lucas David
Nota: 8,5
Uma das melhores coisas da música é a forma como diferentes gêneros, sons e influências podem ser misturados para criar a identidade de um músico ou de uma banda. Dentro do metal, isso às vezes é visto com maus olhos, já que combinar elementos muito distintos pode acabar afastando a banda de uma proposta mais pesada ou até mesmo mais metálica. No entanto, quando essa mistura funciona, o resultado é surpreendente e satisfatório, como acontece em The Dark Overlords of The Universe, álbum de estreia do The Ghoulstars.
A banda entrega um som com clara influência do punk rock de grupos como Misfits e Bad Religion, mas adiciona camadas mais pesadas de heavy metal e hard rock, à la Mötley Crüe. Seu visual também chama bastante atenção, com maquiagens que parecem saídas diretamente do Halloween e letras inspiradas em filmes B de terror e ficção científica.
O grupo — ou supergrupo, neste caso — é formado por Markus “Daddy Ghoul” Laakso (guitarra) e Toni “Ghoulio” Ronkainen (bateria), ambos ex-integrantes da banda finlandesa de death/doom Kuolemanlaakso; Arthur “LL Ghoul A” Thure (vocais), também integrante da banda de stoner rock Thermate; e Markus “Hella Ghoul” Makkonen (baixo), ex-integrante dos mestres do death/doom Hooded Menace. As músicas são bastante variadas, mas se conectam entre si, quase como capítulos de uma série de terror, compartilhando temas, atmosferas e ritmo.
“Too Ghoul for School” abre o disco com uma pegada de surf rock e remete imediatamente a Alice Cooper, seja pelo título, muito semelhante ao de uma clássica canção do mestre do shock rock, seja pelos vocais roucos e potentes que conduzem um refrão extremamente pegajoso. “The Dead in Purgatory” acelera o ritmo com influências dos filmes de faroeste e dos clássicos spaghetti western das décadas de 1960 e 1970, além de apresentar outro refrão grandioso, recheado de vocais de apoio e guitarras ainda mais pesadas. Já “Zombie Apocalypse” é uma das faixas mais agressivas do álbum, com bateria veloz, guitarras mais sujas e riffs cortantes, enquanto os vocais soam mais intensos e intimidadores.
“Graverobbers From Outer Space” incorpora de vez o espírito punk do Misfits, entregando uma faixa rápida, feita sob medida para o mosh pit e com um refrão impulsionado por excelentes vocais de apoio. É uma música épica e marcante, daquelas que, sozinha, já justificam a audição do álbum e permanecem na memória do ouvinte.
The Dark Overlords of The Universe é um bom álbum de estreia e funciona perfeitamente como cartão de visitas para uma banda que não pretende reinventar o gênero, mas que assume com orgulho as influências daqueles que vieram antes. Isso, porém, está longe de ser um defeito. Pelo contrário: o The Ghoulstars demonstra personalidade suficiente para construir sua própria identidade e certamente conquistará novos fãs ao longo do caminho. Ouça de mente aberta e prepare-se para se divertir bastante.





