Entrevista com Frank Gasparotto (Sacrifix)

SACRIFIX_2024
Compartilhe

Entrevista com Frank Gasparotto (Sacrifix)

O Sacrifix, formado em São Paulo em 2019 por Frank Gasparotto, consolidou-se como uma das principais forças do thrash metal brasileiro ao longo dos últimos cinco anos. Surgida inicialmente como um projeto solo durante a pandemia, a banda rapidamente chamou atenção com seu álbum de estreia World Decay 19, que apresentou um thrash agressivo e fiel às raízes oitentistas. Em seguida, vieram o EP The Limit of Thrash e o segundo e matador álbum Killing Machine, ambos reforçando a proposta de manter vivo o espírito do metal old school sem abrir espaço para tendências passageiras.

Agora, em 2025, o Sacrifix retorna com o explosivo EP Let’s Thrash, que marca a estreia da atual formação: Frank (vocal e guitarra), Diego Domingos (guitarra), Filippe Tonini (baixo) e Fábio Moysés (bateria). Com influências diretas de nomes como Slayer, Kreator e Sodom, o grupo mantém sua essência agressiva, técnica e visceral, enquanto prepara terreno para o aguardado terceiro álbum, previsto para o final do ano. Reconhecida pela energia de seus shows e pela consistência de seus lançamentos, a banda segue expandindo seu público no Brasil e no exterior, provando que o thrash nacional permanece vivo e relevante. Confira nosso bate-papo com o membro-fundador, Frank Gasparotto!

Entrevista Cristiano Ruiz e Johnny Z.
Fotos por Johnny Z. (exceto as identificadas)

Metal Na Lata: Frank, você, como membro fundador do Sacrifix, tinha em mente uma proposta clara de resgatar o espírito do thrash metal oitentista. Qual foi a faísca inicial que deu origem à banda e como você enxerga essa missão hoje, cinco anos depois do surgimento?

Frank Gasparotto: Na verdade, o thrash metal sempre esteve presente na minha vida, mas, por algumas circunstâncias, acabei tocando outros estilos. Com a chegada da pandemia, tive tempo de reorganizar minhas prioridades e resgatar algo que estava engavetado há muitos anos: gravar um álbum de thrash metal sozinho. Sempre quis fazer isso e, com a pandemia, o momento pareceu propício. Consegui um equipamento de gravação emprestado de um amigo, estudei um pouco sobre gravação, comprei alguns outros equipamentos e pronto! Dei início a um projeto que sempre quis realizar.

Depois de cinco anos, percebo que aquilo era apenas o começo. Nunca tive grandes pretensões com o Sacrifix — a única coisa que eu realmente queria era dar vazão às ideias antigas que tinha em mente e transformar isso em um registro fonográfico. Com o tempo, a perspectiva mudou, mas a força impulsora não! O objetivo continua o mesmo desde o dia um: fazer thrash metal old school, como sempre quis.

Metal Na Lata: O álbum World Decay 19 foi lançado em um momento simbólico, tanto pela pandemia quanto pelo cenário político e social do país. De que forma você buscou canalizar essas tensões no disco, já que fez tudo sozinho, exceto pela mixagem?

Frank Gasparotto: Foi algo muito natural. Quero dizer, o thrash metal se encaixa perfeitamente em temas sociopolíticos, pandemias, tragédias, ocultismo etc. Parando para pensar, é um gênero bem “democrático”, no sentido de que todos os temas são bem-vindos. Quando escrevo as músicas, nunca penso no tema delas de imediato. As letras e harmonias vêm sempre no fim do processo — isso ajuda a desenvolver riffs e estruturas sem me preocupar com a linha vocal, o que torna a música mais rica, na minha opinião. O fato é que, quando comecei a escrever as letras do álbum, naturalmente a realidade acabou afetando o meu modo de escrever. Então, as letras seguiram esse lado mais caótico e social, por assim dizer.

Metal Na Lata: Já no segundo disco, Killing Machine, nota-se uma evolução tanto na produção quanto na complexidade das composições. Quais foram as principais diferenças no processo criativo entre os dois álbuns e o que fez você querer apostar em algo mais técnico sem perder a característica old school?

Frank Gasparotto: O World Decay 19 foi o resultado de algumas “sobras” de riffs que estavam na minha memória por anos. O Killing Machine basicamente comecei do zero, mesmo ainda tendo material antigo guardado. Foi um álbum que precisei arquitetar do zero, buscar novas diretrizes dentro do thrash, mas jamais perdendo a essência do que o estilo realmente é. O thrash é um estilo onde existem muitas nuances, muitos caminhos a serem seguidos, então quis explorar isso no Killing Machine. Além disso, existe o desafio pessoal de querer sempre fazer melhor do que antes, porém sem perder a essência. Esse é o verdadeiro desafio: se reinventar sem sair do seu propósito inicial. Acredito que consegui fazer isso no Killing Machine e, agora, no terceiro álbum, será o mesmo processo, mas compartilhado com mais três cabeças — um desafio e tanto.

Metal Na Lata: Muito se fala do revival do thrash metal nas últimas décadas. Na visão de vocês, o que distingue o Sacrifix dentro dessa nova onda de bandas mais old school?

Frank Gasparotto: Pergunta difícil, porque realmente hoje temos várias bandas focadas no old school. Para fazer essa distinção, eu teria que comparar o Sacrifix com outras bandas, mas isso é algo que não gostaria de fazer. Acredito que todas têm seus méritos e todas estão dando o seu máximo — e isso é ótimo para a criação de uma nova cena de thrash metal nacional. Talvez algo que nos diferencie das outras bandas — e incluo aqui todas que fazem thrash old school — seja o fato de não querermos soar como as bandas atuais, ou seja, ter exatamente o mesmo timbre de caixa, o mesmo timbre de guitarra, a mesma forma de cantar. Isso está matando o metal! A personalidade e a espontaneidade estão sendo esmagadas pela ânsia de soar como todo mundo. Isso é realmente degradante e vergonhoso. Felizmente, bandas que fazem thrash old school de verdade passam longe dessa tendência.

Metal Na Lata: Há uma aura de honestidade e resistência no som do Sacrifix. Como equilibram a referência às raízes do gênero com a necessidade de relevância e inovação no cenário atual?

Frank Gasparotto: Sinceramente, não me preocupo uma vírgula em inovar. Reparou que há décadas só se fala em inovar? Inovar virou “normal”. O metal se desenvolveu em tantos subgêneros e influências que acabou perdendo a forma e a identidade. Essa procura incessante por inovar, fazer diferente, está virando uma competição idiota. Nós somos uma banda de thrash metal, portanto seguimos o caminho trilhado anteriormente por bandas que nos influenciaram. Não temos a menor pretensão de colocar influências que não sejam do thrash old school no som do Sacrifix. Talvez isso torne nosso som honesto. Claro que, como músicos, todos nós temos diversas influências, gostamos de vários estilos dentro do metal. Eu, por exemplo, gosto desde Beatles até Mayhem, passando por hard rock, hardcore, melódico etc., mas nada disso terá espaço no som do Sacrifix. Acredite: é possível ter diversas influências e, ainda assim, compor focado em um único estilo.

Metal Na Lata: A crítica especializada, tanto no Brasil quanto fora, tem elogiado muito o trabalho da banda. Como vocês recebem esse reconhecimento e, ao mesmo tempo, lidam com a constante dificuldade de visibilidade no mercado nacional?

Frank Gasparotto: Toda crítica é sempre muito bem-vinda, desde que tenha embasamento e argumentação. No geral, as críticas têm sido positivas, o que nos deixa muito felizes. Não vou mentir: é muito gratificante quando lemos resenhas positivas sobre nosso trabalho — sinal de que ele foi transmitido de forma correta. Sobre a visibilidade, procuramos não nos preocupar tanto com isso, embora às vezes seja meio desanimador. Mas tentamos manter o foco em compor o melhor que pudermos e nos divertir. A resposta vem do público que compra nosso material, comparece aos shows, nos segue nas redes. Isso é extremamente gratificante e, posso dizer, já fui mais longe do que imaginei quando lancei o primeiro álbum.

Metal Na Lata: Apesar de serem uma banda do underground, o Sacrifix tem presença constante em resenhas internacionais. Como é essa relação com a imprensa e o público fora do Brasil? Vocês sentem mais acolhimento lá fora?

Franks Gasparotto: Sim, algumas mídias internacionais têm nos dado bastante suporte, o que é realmente surpreendente, ainda mais pelo fato de algumas mídias daqui simplesmente não darem a mínima pra gente. No Brasil, o que acontece é que, para sair em determinadas mídias, você precisa ser “amigo” do dono, do editor ou, mais radical ainda, pagar para sair. Aqui funciona assim: se você tem mais capital para investir, fatalmente estará mais em destaque. Sua música se torna secundária e o que importa, no fim, é o tamanho do seu investimento. O problema é que não é porque sua banda pagou que ela vai ter qualidade. O público não é bobo: por mais que sua banda apareça mais, se ela não for consistente, boa ao vivo, entregar com alma, ela estará fadada ao fracasso — e pior, fracasso gasto em cima disso!

Metal Na Lata: Frank, seu vocal e guitarra são marca registrada do som da banda. Como você enxerga sua evolução como frontman – também guitarrista de thrash – desde os primeiros ensaios até os palcos e gravações mais recentes?

Frank Gasparotto: O começo foi bem difícil para mim. Fazia algum tempo que eu não tocava thrash com tanta constância, e as palhetadas são rápidas, precisam ser executadas com precisão — principalmente na gravação. Se você não toca de forma correta, simplesmente perde toda a intenção do riff. Hoje me considero mais seguro na execução, foi um processo evolutivo de verdade. Cantar e tocar é outro desafio: fiz vários ensaios apenas cantando e tocando, sem banda. Como sempre deixo a linha vocal para o final, alguns riffs são bem mais difíceis de executar enquanto canto. Hoje tenho um domínio melhor disso. Eu tento sempre me desafiar no modo de tocar e compor, isso deixa a música mais versátil. Com a entrada do Doug e do Filippe no processo, a coisa ficou ainda mais interessante, porque posso dividir sessões com eles, onde cada um explora o campo harmônico à sua maneira. Isso vai ficar evidente no próximo álbum.

Metal Na Lata: Falando em shows, quais apresentações foram mais marcantes até hoje? E qual seria o palco dos sonhos para o Sacrifix tocar, dentro ou fora do Brasil?

Frank Gasparotto: Houveram várias apresentações marcantes. Posso citar ter tocado na Woodstock duas vezes — aquilo foi um sonho realizado. Se não fosse o Walcir, a Woodstock e principalmente o Comando Metal, nem sei se estaríamos tendo essa conversa. O segundo show lá foi caótico: primeiro o amplificador de baixo parou de funcionar, em seguida o meu amplificador parou também, ou seja, não tínhamos guitarra e nem baixo, e a loja estava lotada, não cabia mais ninguém! A garotada com sangue nos olhos — não íamos parar o show nem fodendo! Para nossa sorte, temos um MacGyver na banda (risos). O Doug deu um jeito em um dos amplificadores e o estrago se resumiu apenas à falta de um amp de guitarra. Nas três últimas músicas acabei assumindo o posto de vocalista (sem guitarra). Foi interessante, me lembrou minha época no Anthares. Enfim, um show caótico, energético e que deu certo! Além desse, tivemos o Franca Metal Fest (com Headhunter DC e Luxúria de Lilith), o ICBR (com Selvageria e Comando Nuclear, casa lotada)… foram experiências muito legais. Eu tenho um sonho pessoal de tocar em algum festival de médio porte fora do país, como o Keep It True (Alemanha), Into The Grave (Holanda), Hells Heroes (EUA)… esse tipo de evento ainda é uma meta. No Brasil, creio que o ápice atualmente seria tocar no Bangers Open Air.

Metal Na Lata: O visual e a estética da banda também remetem diretamente ao espírito oitentista. Essa é uma escolha apenas estética ou também um posicionamento ideológico frente à pasteurização do metal atual?

Frank Gasparotto: Na verdade é um posicionamento natural! (risos) Quero dizer, somos o que somos. Se mudássemos nossa estética de propósito, perderíamos a honestidade e viraríamos apenas mais uma banda tentando desesperadamente fama. Nossa estética reflete o nosso som — e vice-versa. Como fã de metal, gosto de bandas que têm personalidade, e isso acaba refletindo no que é o Sacrifix.

Metal Na Lata: Há espaço para críticas sociais e políticas nas letras do Sacrifix. Qual é a importância de manter esse discurso no thrash metal, especialmente no Brasil e no mundo de hoje?

Frank Gasparotto: Eu acredito que as pessoas são livres para acreditar no que quiserem. Não é o Sacrifix que vai cagar regras ou “lacrar” (como dizem). Não somos nós que vamos levantar bandeiras dizendo o que é certo ou errado — isso deixamos para outras bandas (vocês sabem quem são). Por outro lado, a realidade social bate na minha cara todos os dias e isso me incomoda a ponto de abordar esse tipo de tema nas letras do Sacrifix. Juro que preferia escrever sobre sobrenatural, satanismo etc., mas no fim do dia acabo não conseguindo. Talvez seja a idade, talvez a indignação que chegou a um ponto em que simplesmente não consigo fechar os olhos e deixar de me expressar. Porém, o que as pessoas entendem das letras é responsabilidade delas. Cada um interpreta à sua maneira. Leia as letras e tire suas conclusões. Como disse, não somos nós que vamos dizer o que é certo ou errado. Todos temos cérebro e capacidade de raciocínio (alguns menos que outros). Enfim: temas que nos incomodam serão abordados, mas jamais com o intuito de influenciar ou ditar regras — apenas como um desabafo.

Metal Na Lata: Como vocês veem a cena atual do metal brasileiro? Há união ou ainda predomina o individualismo entre bandas, produtores e mídia? O que necessita mudar urgentemente?

Frank Gasparotto: O Sacrifix tende a se cercar de bandas parceiras, gostamos de tocar com bandas que consideramos irmãs, bandas que têm a mesma atitude que a gente. Felizmente isso acontece com certa frequência. Porém, sim: existem bandas que se posicionam como as melhores, as mais famosas, quando na verdade ninguém as conhece, mas vivem em sua bolha utópica, movidas pela ilusão de que os amigos as conhecem. No geral, o Sacrifix tem sorte e considero que fazemos uma bela parceria com várias bandas com quem dividimos palco. O que precisa ser mudado? Acho que o que precisa ser mudado nunca será. Falta levar a sério o trabalho das bandas. Cada uma está fazendo seu melhor, gastando dinheiro, tempo, dedicando parte da vida para estar no palco e entregar o melhor show possível. Porém, alguns produtores simplesmente não dão a mínima para isso. Em alguns lugares em que tocamos, o equipamento era vergonhoso, o técnico de som não tinha a menor ideia do que fazer e, no fim das contas, ainda reclamam de nos pagar. Uma banda tem uma série de despesas, mas parece que isso não importa — a casa acha que está dando a “oportunidade” de você se apresentar lá. Isso é bem desanimador. Resumindo: falta seriedade e profissionalismo. Embora tenha melhorado muito ao longo dos anos, verdade seja dita!

Metal Na Lata: A produção dos trabalhos da banda chama muito a atenção pela qualidade. Como é equilibrar uma produção primorosa com uma sonoridade enraizada nos anos 80?

Frank Gasparotto: Não é porque é old school que tem que soar tosco e mal feito! Esse é um erro que algumas bandas da “resistência” cometem. Você pode muito bem soar cru e agressivo com a tecnologia que temos hoje. Não é a tecnologia que mata a música, é a intenção de quem a usa. Temos que usá-la a nosso favor. A agressividade está na forma de tocar, na forma de interpretar, no modo como expressamos nossa música — isso deve ser o norte, e isso é old school, isso é anos 80! Não adianta querer reproduzir a mágica que foi feita no passado, simplesmente não funciona. São muitos fatores envolvidos, não apenas o equipamento, mas as pessoas e as intenções. Queremos sempre fazer o melhor trabalho possível, mas com os pés no chão, conscientes de que não estamos mais nos anos 80 — o que, na verdade, é uma vantagem, pois as bandas nacionais de heavy metal sofriam muito naquela época com a falta de conhecimento técnico e de recursos para gravar um álbum. No fim do dia, posso dizer que estamos em uma posição melhor que nossos predecessores.

Metal Na Lata: Quais são os maiores desafios de fazer tudo “na raça” no cenário nacional? E quais vitórias vocês mais comemoram?

Frank Gasparotto: De fato, nunca se faz nada sozinho. Nem no World Decay 19, que era só eu, eu fiz sozinho: precisei de amigos para me ensinar como usar o equipamento, precisei de um amigo para me emprestar equipamentos etc. É difícil, mas gratificante. Hoje em dia, a coisa está muito melhor para o Sacrifix: temos pessoas que trabalham com a gente e que consideramos família. Isso deixa o processo mais leve. Nascemos e fomos educados a nos virar — essa é a realidade das bandas de metal no Brasil e, sinceramente, acho que isso nunca vai mudar. A vitória mais marcante é, com certeza, estarmos aqui ainda! Estamos animados para o próximo ano, vamos lançar nosso terceiro álbum, isso nos dá novos ânimos. Outra grande vitória é ver as pessoas curtindo sua música, usando a camiseta da sua banda, pessoas próximas acreditando no nosso trabalho e no nosso sonho. Quer vitória maior?

Metal Na Lata: Quais bandas brasileiras e internacionais vocês consideram influências diretas e, ao mesmo tempo, companheiras de luta no thrash metal contemporâneo?

Frank Gasparotto: Internacionais: Sodom, Destruction, Kreator, Testament, Annihilator, Slayer, Possessed, Megadeth, Metallica etc. Nacionais: Mutilator, Sepultura, Korzus, MX, Dorsal Atlântica, Atômica etc. Bandas parceiras: Evil Sense, Deathgeist, Retaliador, Clenched Fist, Guerreiros Headbangers, Warbound, Selvageria, entre tantas outras.

Metal Na Lata: O EP Let’s Thrash marca não apenas o primeiro lançamento da atual formação do Sacrifix, mas também a estreia de um processo criativo verdadeiramente coletivo. Como essa nova configuração influenciou o som mais técnico, pesado e cheio de texturas apresentado no EP? E que impacto a faixa-título — primeira composição feita em conjunto — teve na reafirmação da identidade old school da banda e na consolidação desse novo “grito de batalha” do Sacrifix?

Frank Gasparotto: Doug, Filippe e Moyses são extremamente talentosos. Todos compõem, todos têm muitas ideias e, o mais importante, acreditam no Sacrifix. Let’s Thrash é um belo exemplo disso. Eu sozinho não teria feito essa música — ela é o símbolo da nossa união, da nossa força enquanto compositores. Esses caras não estão de brincadeira: vieram para turbinar todo o processo de composição e, de certo modo, virar meu mundo de ponta-cabeça (risos), já que eles me forçam a ser melhor a cada música, a cada nota. Eles são excelentes e eu não poderia estar melhor acompanhado. Eles trouxeram outras nuances, outras visões, mas todos dentro do mesmo propósito: seguir a trilha do thrash metal old school.

Metal Na Lata: O que vem por aí para o Sacrifix? Já há planos para um terceiro álbum, novos clipes, turnês ou parcerias? O que os fãs podem esperar do futuro da banda?

Frank Gasparotto: 2026 promete ser um ano interessante para nós. Vamos iniciar um novo capítulo da banda com o lançamento do nosso terceiro álbum. Provavelmente, nesse meio tempo, haverá o lançamento de mais um single e, enfim, o álbum. Já estamos trancados no bunker do Filippe compondo material novo. A ideia é fazer mais um clipe, com certeza. Sobre shows, turnês etc., como sempre, prefiro não criar expectativas. Já temos uma data em 2026 em um festival da BeMagic, que terá no cast bandas como Sextrash — isso já é extremamente gratificante! Ou seja, o futuro parece promissor. Quem é fã de thrash metal old school pode simplesmente esperar mais thrash metal old school. O Sacrifix sempre será THRASH METAL OLD SCHOOL… NO BULLSHIT!!!

Mais informações:

Facebook: www.facebook.com/sacrifixofficial
Instagram: www.instagram.com/sacrifixofficial
YouTube: www.youtube.com/@SacrifixOfficial
Linktree: linktr.ee/sacrifixofficial

Compartilhe
Assuntos

Veja também