Corrosion Of Conformity – Burning House, São Paulo/SP (17/01/2026)
Produção: Dark Dimensions
Assessoria: JZ Press
Texto por Marcelo Kenji
Fotos por Alessandra Rosato
Após oito anos, os norte-americanos do Corrosion of Conformity finalmente retornaram ao Brasil para um único e aguardado show em São Paulo, trazendo todo seu peso, groove e personalidade. A apresentação foi realizada graças à Dark Dimensions, produtora que se consolidou como um dos principais nomes na cena de grandes shows em São Paulo, em outros estados e também em países da América do Sul/Latina.
A Burning House estava lotada — sold out total — afinal, tratava-se de um momento histórico, impossível de ser ignorado pelos fãs. O público, visivelmente ansioso, foi recebido com a introdução de “Bottom Feeder (El Que Come Abajo)”, que já preparou o terreno para a entrada triunfal de Bobby Landgraf, abrindo caminho com um breve solo antes do início da pesada e groovada “Paranoid Opioid”. A reação foi imediata: o público entrou em êxtase, com direito até a roda no meio da pista, sinal claro de que aquela noite seria especial.
O set seguiu poderoso, passando pela clássica “Seven Days”, a esmagadora “Broken Man” — cujo refrão foi cantado em coro e com força pelo público — além de “Wiseblood” e “Born Again for the Last Time”.
Woody Weatherman e Bobby Landgraf interagiram bastante com a plateia, deixando evidente a satisfação da banda em tocar novamente no Brasil. Os gritos incessantes de “COC” ecoavam pela casa, enquanto o show avançava sem perder intensidade, chegando também a “Stonebreaker”. Com o calor intenso dentro da Burning House, “Who’s Got the Fire” caiu como uma bomba, incendiando ainda mais o público.
O Corrosion of Conformity mostrou que o tempo só fez bem à banda. O set continuou com “My Grain”, “Shake Like You”, “King of the Rotten” e a clássica “Vote With a Bullet”, com comentários humorados de Pepper sobre não saber mais em que vota, reafirmando a identidade única do grupo: a fusão perfeita entre o peso do metal, as influências – ou seriam reverências? – à Black Sabbath, e o groove arrastado do Stoner e Sludge Metal.
Após uma breve pausa para recuperar as energias, a banda retornou ao palco para a reta final do show, e não poderia ser de forma melhor. “Mad World” resgatou a fase crossover/thrash metal, lembrando a todos que o COC já nasceu fazendo história.
A noite histórica se encerrou com dois clássicos absolutos de um álbum consagrado e frequentemente apontado como um dos melhores da carreira: Deliverance. Assim, o set foi fechado com “Albatross” e a icônica “Clean My Wounds”, faixas indispensáveis em qualquer apresentação do Corrosion of Conformity e que literalmente deixa qualquer fãs em estado de êxtase .
Uma noite memorável, marcada por uma performance pesada, intensa, visceral e repleta de clássicos — daquelas que ficam guardadas para sempre na memória dos fãs. Começamos 2026 com os dois pés direitos!
Setlist:
Bottom Feeder (El que come abajo)
Paranoid Opioid
Seven Days
Broken Man
Wiseblood
Born Again for the Last Time
Stonebreaker
Who’s Got the Fire
My Grain
Shake Like You
King of the Rotten
Vote With a Bullet
Mad World
Albatross
Clean My Wounds



























