Metal De Facto – “Land of the Rising Sun – Part 2” (2026)
Shinigami Records
#PowerMetal
Para fãs de: Hammerfall, Sabaton, Seven Sisters
Texto por Cristiano Ruiz
Nota: 10
Pouco mais de dois anos após o lançamento de Land of the Rising Sun – Part 1, em 06/03/2026, o sexteto finlandês de Power Metal Metal De Facto, enfim, trouxe sua continuação. Desde que iniciou sua discografia, em 2019, com Imperium Romanum, a banda da cidade de Helsinki/Uusimaa somente lançou trabalhos conceituais com temáticas líricas históricas. O debut, como o próprio título sugere, fala sobre o Império Romano, enquanto Land of the Rising Sun Partes 1 e 2 são sobre mitologia japonesa.
Atualmente, o baixista Sami Hinkka (Ensiferum), o baterista Atte Marttinen, os guitarristas Esa Orjatsalo e Mikko Salovaara, o tecladista australiano Benji Connelly e o vocalista espanhol Aitor Arrastia formam o line-up Metal De Facto.
A participação especial do vocalista/guitarrista japonês Ryoji Shinomoto (Ryujin)
O disco já abre com “Sengakuji Temple”, uma de suas melhores faixas, já que conta com a participação de Ryoji Shinomoto, vocalista e guitarrista do banda japonesa de Melodic Death/Power Metal Ryujin. Aliás, a participação de Shinomoto ajuda a dar um clima mais nipônico a essa impecável abertura. Embora soe perfeita em todos os aspectos, os arranjos de teclado lhe dão uma atmosfera oriental sublime.
Os singles
Em seguida, temos o primeiro dos singles do álbum, “Across the Milky Way”. Tanto a canção é vibrante, quanto sua letra, a qual fala sobre “Amanogawa”, que significa “Rio Celestial” em japonês, pois é dessa forma que os japoneses se referem a nossa galáxia, a Via Láctea.
Já “Gojira”, outro single que vem logo depois na audição, fala sobre um monstro mitológico, o qual é uma mistura de gorila e baleia, e que no Brasil conhecemos como Godzilla, que faz dupla heroica com Mothra, uma mariposa gigante. Em suma, ambos os singles, que ganharam versões em videoclipe, são excelentes.
Power Metal com qualidade finlandesa, mas com participação japonesa
“My Plastic Escape” não soa pesada como sua antecessora, mas é aquele tipo de Power Metal acelerado que conquista os fãs desse subgênero. Na sequência, o tema instrumental “スズメの群れ” prepara mais uma participação de Ryoji Shinomoto nesse registro. “Fury and Beauty”, assim como a faixa de abertura, conta com um trabalho mais que espetacular do tecladista Benji Connelly. Além disso, não é possível falar dessa composição sem destacar o baterista Atte Marttinen.
Se você é fã de baladas em discos de Power Metal, certamente, “The Wanderers Truth” vai te conquistar tão logo soe seus primeiros acordes. O frontman espanhol Aitor Arrastia demonstra o quão suave e melodiosa sua voz pode ser, mesmo que saiba usar agressividade quando a música exigir.
A poderosa trinca final
Saindo de uma balada para uma faixa rápida, “Pen Is Mightier than Sword” deixa explícita a qualidade da produção em estúdio, principalmente pelo timbre de baixo recheado, ao mesmo tempo, de peso e brilho. Voltando para balada, “Lighter than a Feather” conta novamente com os atributos vocais de Arrastia, dessa forma, acrescentando outro excelente momento a já prazerosa audição. Antes que eu me esqueça, a dupla de guitarristas, Esa Orjatsalo e Mikko Salovaara, é dona de um entrosamento elogiável.
Encerrando a segunda parte de Land of the Rising Sun, “Wheel of the Rising Sun” mantém o mesmo alto nível musical com o qual o full lenght se iniciou. Confesso que tenho um gosto especial por obras musicais conceituais, no entanto, essa realmente não diminuiu a minha empolgação em momento algum. Ou seja, assimilei todas suas canções nas primeiras duas audições e, depois disso, foi apenas deleite puro.
Onnittelen Metal De Facto heidän erinomaisesta musiikkilevytyksestään. Toivon, että he säilyttävät aina saman laadun sävellyksissään.





