Boundaries – “Yearning: The Unbeautiful After” (2026)

Boundaries
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Boundaries – “Yearning: The Unbeautiful After” (2026)

Sumerian Records
#Metalcore #Deathcore #Hardcore #BeatdownHardcore

Para fãs de: 156/Silence, Varials, Counterparts

Texto por: Lucas David

Nota: 10

Quando Death Is Little More (2024) foi lançado, o Boundaries impressionou com um trabalho repleto de elementos clássicos do Metalcore, mas adicionando camadas mais sombrias, agressivas e pesadas, além de ótimas referências ao Deathcore mais brutal e direto. Foi um álbum pesado em vários sentidos, mas também trazia ganchos que prendiam o ouvinte e faziam o replay ser mais do que necessário para absorver, cada vez mais, tudo o que a banda buscou apresentar.

Chegando agora ao seu novo álbum, Yearning: The Unbeautiful After, podemos notar uma proposta semelhante, porém levada ainda mais longe. Há uma atmosfera mais sufocante, opressiva e corrosiva dentro do Metalcore, causando um impacto imediato e prendendo o ouvinte a cada novo acorde e breakdown.

O disco abre com “Malconscience”, carregada de peso, vocais poderosos e breakdowns espalhados por toda a faixa. A bateria é o maior destaque, com batidas precisas e brutais, além de mudanças de andamento feitas para bater cabeça com força. “Skies Cast Amber Black” mantém o peso e aposta em uma levada mais rápida e sufocante. Aqui, os vocais de Matthew McDougal dão um show à parte, trazendo uma agressividade venenosa, enquanto os vocais limpos de Tim Sullivan, que também é baterista, surgem em momentos pontuais apenas para dar suporte aos urros monstruosos que os cobrem facilmente.

“May This Pain Never Leave” traz ótimas melodias no refrão, com os vocais limpos acrescentando uma dose de emoção às palavras, enquanto os breakdowns se mostram ainda mais pesados e robustos. “Unequal Whole” traz o lado mais Metalcore à tona, com ótimas guitarras e mudanças de andamento. Mesmo com riffs que remetem ao Metalcore clássico, a faixa mantém sua natureza de puro impacto, explodindo em intensidade absoluta nos momentos finais.

Em “Wasted Angel”, a banda incorpora uma sonoridade pesada típica do Death Metal durante os momentos de beatdown, resultando em algo monstruoso e caótico — da melhor maneira possível. Dando sequência, “Evidence of Extinction” funde elementos de Metal Industrial sombrio a riffs pesadíssimos e esmagadores, tornando a densidade sonora quase insuportável até o fim.

O que faz com que o Boundaries continue funcionando é sua capacidade de reunir todo o caos e a brutalidade que a música pode oferecer em uma forma que agride, machuca e, ainda assim, marca o ouvinte de maneira única. Yearning: The Unbeautiful After é um dos discos mais agressivos que você irá ouvir, sem medo de afastar aqueles que não suportam um som moderno e avassalador. Ao mesmo tempo, demonstra a habilidade da banda de entrelaçar melodias em meio a um caos absolutamente opressor.

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