
Gwar – “The Blood of Gods” (2017)
Metal Blade Records
#ThrashMetal, #CrossOver
Para fãs de: Suicidal Tendencies, Overkill, Anthrax
Nota: 8,5
Pouco mais de 4 anos após seu último lançamento (“Battle Maximus”, de 2013), os monstrengos intergaláticos do GWAR voltam a carga com seu 14º disco de estúdio, em uma produtiva carreira que já ultrapassa os 30 anos.
A grande novidade é a estreia do vocalista Blothar, que substitui o fundador da banda, Dave “Oderus Urungus” Brockie, falecido em 2014. Apesar de a perda do lendário frontman ser certamente irreparável para os fãs, o novo dono do microfone faz uma estreia consistente e bastante técnica, mostrando a agressividade necessária e bom alcance. Definitivamente não compromete o desempenho da banda.
As grandes marcas do GWAR são a obsessão pelos personagens, o divertido show de horrores apresentado ao vivo e a variedade de estilos pelos quais sua sonoridade pode transitar. No disco anterior, contudo, a banda me pareceu um tanto mais séria e coesa, concentrada em fazer um Thrash mais tradicional e pesado. Gostei da proposta, mas fugiu um pouco da tradição. Agora o GWAR parece ter decidido novamente não se apegar a esse ou aquele estilo.
A ótima e surpreendente música de abertura, “War on Gwar”, por exemplo, tem levadas de Groove, de Prog, além de um clima setentista de Stoner a lá Sabbath. Uma mistura excelente, que pra mim criou o grande hit do disco. Daí seguem faixas com uma atmosfera Punk e HC (como “Viking Death Machine” e “Auroch”), outras com uma pegada mais tradicional (“I´ll Be Your Monster” e “Swarm”), além das difíceis de catalogar (como a vibrante técnico-punk “Fuck This Place”). Ao final, a banda apresenta “If You Want Blood (You Got It)”, sugestivo e bem feito cover do AC/DC
Tudo feito com uma ótima produção e executado de forma bastante técnica, capaz de agradar membros antigos e novos da grande base de fãs do grupo. É impressionante a capacidade da banda de criar ótimos riffs independente do estilo pelo qual se aventura. Embora não esteja no nível dos grandes discos dos americanos, especialmente em termos de inovação, “Blood of the Kings” mostra uma banda com bastante energia e que ainda usa e abusa da criatividade. Dê o play e diverta-se!
Luiz Gustavo Santos





