Fleshcrawl – “Epitome of Carnage” (2026)

Fleshcrawl
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Fleshcrawl – “Epitome of Carnage” (2026)

Reigning Phoenix Music | Distortion Music Group
Death Metal, Swedish Death Metal, Old School Death Metal

Para fãs de: Dismember, Entombed, Grave, Vomitory

Texto por: Lucas David

Nota: 9,0

Em 2019, o Fleshcrawl, um dos grandes nomes do Death Metal mundial, retomou suas atividades após um hiato de 12 anos com o sólido Into The Catacombs of Flesh. Agora, sete anos depois, e após várias mudanças, incluindo a trágica morte do vocalista Sven “Svenson” Gross, a banda entrega seu décimo álbum, Epitome of Carnage. Dessa vez, apresenta mais uma demonstração de Death Metal aos moldes de Dismember e Entombed.

No novo disco, a banda apresenta uma sonoridade comprometida com o gênero, trazendo guitarras com o timbre certo, riffs cortantes, muito groove e melodia. Logo nos primeiros segundos de “Blood Dominion”, você já percebe que a banda não buscou modernizar seu som ou reinventar o estilo. Ainda assim, ao seguir essa fórmula, mantém a qualidade sonora em alta com blast beats estrondosos, riffs marcantes e vocais guturais insanos. Além disso, a parede sonora da faixa é gigantesca, enquanto seus momentos mais pulsantes são únicos.

“Chapel of Guts” tem um começo que vai crescendo até despencar em um groove sujo e agressivo. Por isso, é impossível não bater cabeça com o ritmo matador. Os vocais do novo integrante, Borisz Sarafutgyinov, são monstruosos e, nessa faixa, ele tem a oportunidade de mostrar seu potencial. Afinal, é mais do que apenas uma substituição, sendo um nome à altura e com uma ótima performance.

“Grave Messiah” é um retorno aos anos 80, com a sonoridade explodindo nos falantes. A cozinha é robusta, com a bateria entregando blast beats estrondosos, bumbos duplos insanos e viradas brutais. Ao mesmo tempo, as guitarras entregam uma enxurrada de riffs sujos e cortantes, enquanto a velocidade não deixa você respirar. Já “Embers of Wrath” tem um ritmo mais marcado e cadenciado, apostando em uma marcha mais sombria e densa.

“Reign Forever” retoma a velocidade com mais um ataque brutal de riffs rápidos e bateria punitiva. Consequentemente, cria um caos sonoro tão brutal que é impossível ficar parado ao ouvi-la. Na sequência, “Orphan God” não deixa a velocidade cair e tem vocais mais agressivos que a anterior.

O destaque de praticamente todo o álbum é do baterista Bastian Herzog, que domina o kit com muita técnica, precisão e agressividade. Nesse sentido, ele dá uma aula para os amantes do metal da morte.

Mesmo com tanto tempo entre os lançamentos e alguns momentos mais difíceis, é ótimo ver que bandas veteranas ainda encontrem combustível para expressarem sua arte em forma de músicas brutais como essas. Portanto, Epitome of Carnage surge como mais uma prova dessa resistência.

Epitome of Carnage não reinventa o gênero e não busca ser nada além do que é: um disco cru, sujo, técnico e que transpira o momento de ouro do Death Metal. Além disso, aqui temos o Fleshcrawl em um dos seus melhores e mais explosivos momentos. Dessa maneira, a banda mostra que ainda está longe de se aposentar.

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