Whiplash – “ROAR” (2026)

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Whiplash – “ROAR” (2026)

Time To Kill Records
#ThrashMetal #SpeedMetal #HeavyMetal

Para fãs de: Slayer, Razor, Dark Angel, Exodus, Hirax

Texto por Ricardo Brigas

Nota: 9,5

Após sete anos de hiato, ícones do Thrash Metal estadunidense entregam um disco visceral que prova que a velha guarda ainda tem muito a ensinar.

Na ativa desde 1984, o Whiplash, uma das instituições mais clássicas do Thrash Metal estadunidense, prova que a chama do estilo continua mais viva do que nunca. Após sete anos sem lançamentos inéditos, a banda retorna com seu oitavo álbum de estúdio: o excepcional ROAR. Dessa vez, o grupo entrega uma combinação perfeita entre maturidade e agressividade visceral, garantindo que nenhum headbanger consiga ficar parado.

Neste registro, o lendário Tony Portaro (vocal e guitarra) também assumiu a gravação dos baixos. Ao lado do baterista Mitch Hull, o duo soa como uma verdadeira máquina infernal: um trem sem freios descendo a serra. O álbum foi gravado nos estúdios Mozart e Concrete Island, além do Jamie King Audio. Além disso, conta com a produção do próprio Portaro e a mixagem e masterização assinadas por Jamie King. O objetivo foi claro: capturar a energia crua e orgânica das apresentações ao vivo do Whiplash. Ao mesmo tempo, a produção evidencia a evolução de Portaro como compositor e produtor. O lançamento oficial está marcado para 27 de novembro.

O primeiro single divulgado, “Bullet Train”, é, segundo Portaro, o grande carro-chefe do disco. A faixa demonstra a nova roupagem do grupo, pronta para triturar os palcos com toda a força e potência que carrega. Entretanto, ROAR não se apoia apenas na nostalgia: pelo contrário, constrói sobre o legado da banda e impulsiona sua sonoridade rumo ao futuro. O álbum preserva a intensidade e a rispidez do Thrash clássico, mas aposta em uma produção contemporânea esmagadora. Como o próprio Portaro define: “ROAR não é nostalgia — é resistência. É o som da sobrevivência através da distorção”. Portanto, trata-se de uma declaração de intenções: Metal autêntico, feito para impactar, evoluir e perdurar.

O Metal Na Lata teve acesso antecipado ao disco e o veredito foi imediato: é impossível não se impressionar logo na primeira audição. Com qualidade de gravação impecável, composições formidáveis, solos cortantes e uma bateria de peso absurdo, o trabalho se destaca entre os grandes lançamentos do ano. Afinal, não há como contestar a força desse conjunto. Para quem curte Thrash Metal, portanto, a audição é obrigatória!

Confira o faixa a faixa:

“Thrashquake” — A abertura começa com os dois pés no peito. A faixa apresenta uma introdução climática e, logo depois, mergulha em pura pancadaria. Assim, avisa desde o início que a banda não veio para brincadeira.

“Bullet Train” — Com uma inusitada introdução em japonês, a bateria chega atropelando tudo. Além disso, o riff é daqueles que ficam martelando na cabeça.

“Can’t Take Back a Bullet” — A composição eleva o disco a outro patamar. Que pancada! Afinal, as guitarras cortam o ar em uma velocidade impressionante.

“Sword Meet Skull” — Aqui, o destaque fica por conta da bateria, com bumbos cadenciados. Além disso, o refrão é forte e gruda instantaneamente na mente.

“Who Stole My Whiskey” — A faixa traz um riff cativante e uma composição fenomenal, que empurra o ouvinte direto para o mosh pit. Para completar, apresenta um solo de guitarra maravilhoso, despontando como um dos grandes destaques do álbum.

“When the Deadman Calls” — É outro tiro rápido e conciso. Com riffs cabulosos, a faixa reafirma que não há espaço para alívio neste disco. Pelo contrário, é uma patada atrás da outra.

“Red Tape Riot” — A música começa com guitarras destruidoras e um refrão que prende o ouvinte. Além disso, o uso de uma sirene antes do solo é uma sacada genial.

“Mother’s Kill Club” — A faixa abre com uma introdução tenebrosa antes de entrar rasgando. Em seguida, apresenta uma cadência imponente e de altíssima qualidade.

“Sonic Asylum” — Mais uma faixa impiedosa. Dessa vez, Portaro rege essa verdadeira “orquestra do inferno” com maestria absoluta.

“Graveyard of Good and Evil” — A última faixa reduz um pouco a violência rítmica imposta até então. Ainda assim, apresenta uma excelente introdução, com dedilhado atmosférico que transporta o ouvinte para outro lugar.

Em suma, são dez faixas extasiantes. O disco honra o poder do Thrash Metal oitentista sem abrir mão de um toque moderno. Além disso, combina excelência técnica e alma, reafirmando a força de uma banda que se recusa a perder relevância. Com ROAR, o Whiplash demonstra que o Metal não morrerá jamais. Afinal, a velha guarda continua na ativa, ensinando às novas gerações como se faz um disco grandioso. É um trabalho feito sob medida para sair bangueando até na sala de casa. Portanto, vale cada minuto de audição.

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