
Wyrmwoods – “Earth Made Flesh” (2017)
Inverse Records
#AtmosphericBlackMetal, #AvantGardeBlackMetal, #ProgressiveBlackMetal
Para fãs de: Música confusa e fragmentada
Nota: 5,0
A iniciativa de inovar a fim de não estagnar-se é louvável, mas precisava de incursões jazzísticas no Black Metal? O Wyrmwoods parece desconhecer limites e, numa sonoridade climática e abrangente, extrapola as fronteiras da ousadia com “Earth Made Flesh”, seu mais novo álbum.
Pontos positivos existem, afinal, tudo isso os torna originais dentro dessa proposta, no entanto, essa vanguarda exacerbada às vezes cansa pacas aquele ouvinte que só quer ouvir música extrema e nada mais.
Bom, talvez esse disco seja direcionado a um tipo distinto de público e eu que entro de forasteiro nesse terreno, todavia, creio que devam existir limites de experimentação, caso contrário a própria banda se perde no contexto inicial e acaba promovendo um genuíno tiroteio para tudo que é lado.
Cada faixa de “Earth Made Flesh” tem seu próprio universo, mesclando progressivo, jazz, ambient music, atmosférico, space rock, enfim, é necessário ter uma paciência colossal para ao menos tentar compreender tão insólita e improvável proposta. A produção também não colabora, deixando tudo abafado e soterrado, impossibilitando muitas vezes a distinção de tudo que está acontecendo.
O disco começa até bem, sem inventar muito com “Break the Seal”, mas a própria faixa de introdução já se rende as viagens logo no primeiro minuto. “Abomination” parece ser um lampejo de esperança, pois começa de forma tradicional, mas treslouca-se inevitavelmente em poucos segundos.
Depois disso é uma “lisergia” desenfreada que foge a compreensão humana. A nota conferida é pela ousadia, pois nos outros quesitos a mesma seria mais baixa. Juro que tentei, mas é demais para mim.
Ricardo L. Costa





