
Ruinizer – “The Faceless Aberration” (2018)
Independente
#HarshIndustrial, #DarkElectro, #Aggrotech
Para fãs de: Rammstein, Marilyn Manson, Deathstars
Nota: 9,0
Eis que, em minha centésima resenha de álbuns para o Metal na Lata, deparo-me com um dos melhores lançamentos de 2018! O Industrial praticado pelo Ruinizer é coisa séria, feito por quem entende do riscado, o que fica claro desde o começo, com a porrada Harsh Industrial “Detritus”.
Ambiência adequada representa boa parte da qualidade das músicas deste estilo e que só é obtida com o bom manejo de loops, sequenciadores, sintetizadores, além de mixagem e masterização qualificadas – justamente o que ocorre neste “The Faceless Aberration”, a cargo de Jan L, da NOISUF-X.
Os vocais, em geral naquele esquema aggrotech “sussurro vindo dos infernos”, combinam bem com elementos góticos presentes em certas músicas, muito bem encaixados em ritmos dançantes, como em “We, The Dead” e “Rise Of The Worldbraker”. Há momentos, entretanto, em que o “noiseterror” toma conta da ambiência, quando ganham maior relevo algumas nuances emprestadas do Black Metal, como é o caso de “Asmodeus”.
Destaque também para a faixa-título, que nos oferece uma verdadeira orquestração aberrante conduzida por meio de elementos puramente eletrônicos! Os climas soturnos e obscuros que estes tipos de recursos podem emprestar para a música são impressionantes e dignos de nota. Trata-se de uma pequena obra-prima que merece ser ouvida e admirada por qualquer um que se diga admirador de música extrema.
É verdade que tem uma coisa aqui (“Beyond The Mere Machines”), outra ali (“Ruination”) que não conseguem manter o alto nível das demais composições, mas que acabam absolvidas pela qualidade do conjunto da obra, que é praticamente uma jornada conceitual, musicalmente falando.
Álbum altamente recomendado para os já iniciados nas artes industriais e também para aqueles que quiserem uma amostra do que de melhor é possível se criar dentro deste estilo, sem concessão para climas dançantes coloridos: aqui, a música eletrônica presta-se à criação de algo tétrico, denso e agressivo, que passa longe das pistas de dança convencionais.
Wallace Magri





