
Pulse – “Adjusting The Space” (2020)
NRT Records
#DarkElectro, #EBM, #IndustrialMetal, #CyberIndustrialMetal
Para fãs de: Covenant, Pain, Rammstein
Nota: 8,0
No embalo da nova onda do Industrial Metal/Dark Electro que vem rolando mundo afora, o Pulse tenta se diferenciar ao apresentar neste álbum uma trama no esquema ficção científica cibernética. Pelo que me recorde, não é a primeira banda deste estilo a fazer este tipo de aposta em 2020.
Deixando de lado certo ar pretencioso no material de apresentação da banda, o que importa, no final das contas, é se o álbum “Adjusting The Space” traz algo de relevante para aqueles que gostam de peso aliado a ritmos eletrônicos acelerados e vocais sombrios.
No geral, os fãs que curtem as bandas da indicação no topo desta resenha, podem até gostar do que se ouve ao longo das 13 faixas, repletas de sequências programadas na tradição EBM germânica – especialmente para quem curte aquela coisa mais gótica adocicada do Covenant, pois há poucas guitarras ultra pesadas aqui, que predominam no Rammstein.
O que mais pegou pra mim foi o timbre agudo, quase pop, dos sintetizadores, sendo que esta tendência fica evidente no cover para “Major Tom”, hit Dance Pop dos anos 80, de Peter Schilling … cuja versão original fazia alusão ao Major espacial doidão de “Space Oddity”, do Bowie (dos anos 70). Já quando compassam mais o ritmo e apostam em ambiência Dark Electro, tendem a acertar mais a mão, como em “Points Of Nibiru”.
No cômputo geral, apesar da origem Black Metal do líder da banda, Nemesis (do Astaroth), depois que o Rammstein chocou o cenário da música pesada cantando em Alemão Gótico, usar o peso natural das línguas teutônicas já não assusta mais ninguém, faz tempo. E, se for para ouvir algo mais futurista, creio que seja melhor ouvir Front Line Assembly, ou até mesmo Peter Schelling e David Bowie.
Wallace Magri





