After Forever – “After Forever” (2007) (Relançamento 2025)

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After Forever – “After Forever” (2007) (Relançamento 2025)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#SymphonicMetal #EpicMetal

Para fãs de: Nightwish, ReVamp, Epica

Texto por Henrique Haag

Nota: 10

Quando o After Forever lançou seu álbum autointitulado em 2007, já não era mais a mesma banda que despontou no fim dos anos 1990 com o som gótico e atmosférico de Prison of Desire (1999). Após anos de amadurecimento e mudanças internas — incluindo a saída do guitarrista Mark Jansen (atualmente no Epica) e a entrada de Bas Maas (ex-Doro) — o grupo holandês atingiu um novo ápice criativo, consolidando de vez sua identidade dentro do heavy metal sinfônico moderno.

Agora, em edição remasterizada lançada no Brasil pela Shinigami Records, o disco ganha nova roupagem, com encarte revisado, duas faixas bônus — a balada “Lonely” e a até então rara “Sweet Enclosure”, lançada originalmente apenas no Japão —, além de um OBI especial que valoriza ainda mais essa caprichada edição nacional.

Musicalmente, After Forever é um álbum poderoso e refinado do começo ao fim. “Discord” abre os trabalhos de forma grandiosa, com orquestrações envolventes (graças à colaboração com a Orquestra Filarmônica de Praga), guitarras bem encaixadas e um contraste preciso entre vocais limpos e guturais. Floor Jansen (hoje no Nightwish) está em plena forma, mostrando toda sua versatilidade ao transitar com naturalidade entre registros líricos, melódicos e agressivos — sempre com propósito e controle.

Faixas como “Evoke” e “Transitory” evidenciam o lado mais direto da banda, com riffs marcantes e uma pegada que flerta com o metal tradicional, enquanto “Equally Destructive” e “De-Energized” — esta última com participação de Jeff Waters (Annihilator) nos solos — adicionam ainda mais densidade e energia ao conjunto. Em “Who I Am”, Floor divide os vocais com a lendária Doro Pesch, numa colaboração empolgante, natural e bem construída.

A longa e épica “Dreamflight” é um dos pontos altos do disco: uma verdadeira jornada musical de 11 minutos que une elementos de metal progressivo, arranjos cinematográficos e variações de clima que mantêm o ouvinte imerso até o último segundo. Para quem aprecia o lado mais sensível da banda, as baladas “Cry With a Smile” e “Empty Memories” revelam a delicadeza de Floor em interpretações emocionais e tecnicamente precisas.

Um dos momentos mais marcantes e acessíveis do álbum é “Energize Me”, escolhida como primeiro single e que ganhou um belíssimo videoclipe. Com estrutura mais direta, refrão marcante e apelo evidente para as rádios, é o tipo de faixa que funciona tanto dentro do contexto do álbum quanto de forma independente — um verdadeiro cartão de visitas desta fase da banda.

Mesmo não sendo um álbum voltado para solos, as guitarras de Sander Gommans (marido de Amanda Somerville, que contribui com letras e composições neste disco) e Bas Maas são sólidas e bem trabalhadas, sustentando a proposta coesa do álbum, que equilibra peso e melodia com maestria. Os teclados e composições de Joost van den Broek — atualmente produtor e colaborador em projetos como Ayreon, Epica e Sabaton — também ganham destaque em diversos momentos, ajudando a construir a atmosfera épica do trabalho.

After Forever é, sem dúvida, um dos registros mais completos e maduros da banda. O relançamento nacional chega em boa hora, tanto pelo valor histórico quanto pela apresentação cuidadosa oferecida pela Shinigami Records. Um disco essencial para fãs de metal sinfônico, que permanece atual e relevante mesmo quase duas décadas após sua estreia.

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