Álbuns Conceituais: Sete Títulos Que Se Deve Conhecer
Será que há quem não goste de álbuns conceituais?
Desde sempre, os discos compostos e planejados dentro de um conceito chave chamaram atenção, tanto no Rock quanto no Metal. Mesmo que você não goste de alguns desses títulos, é impossível ignorar a importância de “The Wall” do Pink Floyd, “Operation: Mindcrime” do Queensrÿche, “Abigail” do King Diamond, “Tommy” do The Who, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles, “2112” do Rush, entre outros de suma importância. Entretanto, esse tipo de trabalho vai muito além do mainstream. Sendo assim, resolvemos vascular entre as jóias do underground a fim de encontrar sete álbuns conceituais de produção impecável e que mereçam mais visibilidade.
Confira os sete títulos que indicamos para a sua devida apreciação:
Portrait – “The Host” (2024)

“The Host” é o sexto álbum completo do Portrait, banda sueca de Dark Heavy Metal. Embora o assunto central não fuja ao tipo de temática que o quinteto usa em seus registros anteriores, “The Host” fala unicamente sobre os pactos com o diabo entre soldados do exército sueco durante o século XVII. Fora a parte lírica, temos aqui um disco de Heavy Metal que soa grandioso da primeira a última faixa, mesclando influência diversas, como por exemplo, Mercyful Fate, King Diamond, Iron Maiden e Manowar.
Ex Deo – “The Thirteen Years of Nero” (2021)

Projeto solo de Maurizio Iacono do Kataklysm, Ex Deo, banda de Symphonic Death Metal, não se destacou por um álbum conceitual, mas por se dedicar exclusivamente a eles. Dentre os seus quatro lançamentos, elegemos o quarto, “The Thirteen Years of Nero”, o qual fala de todas as atrocidades desse sanguinário imperador da Roma antiga. No entanto, qualquer um é perfeitamente recomendável.
Doomocracy – “Unorthodox” (2022)

“Unorthodox”, o terceiro full lenght do Doomocracy, banda grega de Epic Doom Metal, é, certamente, um dos melhores álbuns desse subgênero a serem lançados nos últimos anos. Falando sobre a influência católica na idade média, o período gregoriano e, da mesma forma, fazendo um paralelo com o establishment em todos os tempos, o quinteto de Heraklion foi perfeito do primeiro ao último acorde. Como resultado, choveram resenhas com notas máximas em mídias especializadas pelo mundo todo.
É profundo, emocionante e, surpreendentemente, viciante.
Opeth – “The Last Will and Testament” (2024)

Quem conhece e entende a cabeça genial do compositor Mikael Åkerfeldt desde que a sua carreira com o Opeth começou, sempre esperou que viesse algum título conceitual, mas não vinha. Em 2024, trazendo de volta os vocais guturais de Åkerfeldt, a banda sueca de Prog Metal lançou seu décimo terceiro disco e, finalmente, apresentou a seus fãs um trabalho conceitual, “The Last Will and Testament”.
O conceito, que se refere a leitura familiar de um testamento, foi muito além da parte musical, já que a banda incorporou até visualmente as primeiras décadas do século XX. Na parte instrumental, agregou-se blues, soul, jazz assim como fusion a sonoridade já riquísima da banda. Ou seja, piração mental garantida.
Dust – “Ard’Erra” (2018)

Em maio de 2018, Dust, banda búlgara de Heavy Power Metal, lançou o seu debut, “Ard’Erra”, o qual conta uma história fabulosa construída por uma mente perturbada. Taí um disco que tinha tudo para dar errado, pois era adolescentes que já estavam sendo ousados em sua primeira produção. Contudo, eles fizeram tudo como se deve e o resultado não poderia ser melhor. O quarteto de Karlovo ganhou um destaque até maior do que eles mesmos esperavam.
MGLA – “Age Of Excuse” (2019)

Da mesma forma que oEx Deo, a banda polonesa de Black Metal, MGLA, só trabalha com álbuns conceituais. Além disso, eles tem um diferencial, todas as faixas têm o título do lançamento mencionado no nome seguido de um número cardinal. Assim sendo,“Age Of Excuse“, quarto disco de 2019, tem seis excelentes temas, do “Age Of Excuse I” até o “Age Of Excuse VI”. Parecia meio bobo á princípio, mas assim que ouvimos e conStatamos a qualidade do trabalhos, vimos que vale à pena a audição.
Griffon – “De Republica” (2024)

“De Republica” é o terceiro full lenght do Griffon, banda parisiense de Melodic Black Metal. A capa com a gravura da bastilha é providencial, pois o disco trata justamente sobre a Revolução Francesa. Há aqueles que dizem que isso não é assunto para uma banda de Black Metal, mas estão profundamente equivocados.
Na parte musical, a competência dos quatro músicos somada a qualidade das canções resultam em uma audição prazerosa do início ao fim. Dúvidas? Clique no link e viaje na história.
Gostou das indicações? Qual disco conceitual faltou em nossa lista?





