Dust – “VII” (2025)
Independente
HeavyMetal #PowerMetal #HeavyThrashMetal
Para fãs de: Judas Priest, Metallica
Texto por Cristiano Ruiz
Nota: 9,0
Em 7/9/2025, sete anos após o lançamento do debut “Ard’Erra”, Dust, banda de Heavy/Power da Bulgaria, finalmente, disponibilizou seu segundo full lenght, “VII”. Assim como ocorrera no registro anterior, o atual trabalho do Dust também teve sua produção em formato independente. Atualmente, Stoian Madzhirov (vocal e guitarra), Venelin Dermendzhiev (bateria), Hristo Stoianov (guitarra) e Nenko Kovachev (baixo).
Se “Ard’Erra” foi capaz de impressionar a crítica musical em 2018 por sua musicalidade Heavy/Power e por se tratar de um disco conceitual, “VII”, da mesma forma, em 2025, manteve intactas essas duas características. No entanto, a atual formação do Dust teve ousadia ao conceber sua nova obra artística. O mesmo Heavy/Power de outrora ganhou ainda mais peso e intensidade, tanto que em muitos momentos parece flertar com Thrash Metal.
“My Empire” introduz bastante lenta, mas se transforma rapidamente naquela sonoridade a qual predonimou em “Ard’Erra”. Entretanto, ainda na mesma composição, novos elementos mais pesados começam a ganhar forma. A fantástica “Speedball” vem logo em seguida, uma canção que mescla Speed, Thrash e Heavy. No momento ela é a minha favorita do disco, porém eu acho que mal comecei a descobrir tudo o que “VII” tem a oferecer. Ou seja, tudo pode mudar para melhor daqui por diante.
“Slave of Immortal Soul” é rápida ao mesmo tempo remete as músicas do “Ard’Erra”. Alguns contratempos sensacionais dão uma rápida e passageira atmosfera Prog. Contudo, não é um elemento que se repita durante a audição. “Maybe”, por sua vez, retoma a veia Power/Heavy, possuindo um refrão que tem força e igualmente se impõe através de sua melodia, trazendo absoluto deleite ao ouvinte.
Ambos os singles vem logo depois e em sequência. “Azure Eyes”, que ganhou uma fabuloso videoclipe, e “Eaten First”, o qual saiu em formato de lyrc video, já a princípio davam a ideia do quão agradável “VII” poderia ser após longos sete anos de espera por ele. Embora os singles não sejam as melhores faixas do álbum, eles foram excelentes escolhas.
Coube a “Not Mean To Be” a missão de fechar a última página do excelente e conceitual “VII”. Se anteriormente mencionei que os singles foram boas escolhas, nenhum outro tema, que não fosse “Not Mean To Be”, conseguiria encerrar tão bem esse novo capítulo da história do Dust, pois aqui se reunem todos os ingredientes da receita que o quarteto produzira ao longo de sua carreira. Congratulo Dust em absoluto por compartilharem “VII” conosco e espero de coração que ele receba elogios tanto quanto “Ard’Erra” recebeu há sete anos.



