Alestorm – “The Thunderfist Chronicles” (2025)
Napalm Records
#FolkMetal
Para fãs de: Korpiklaani, The Rumjacks
Texto por Caio Siqueira Iocohama
Nota: 8,0
O oitavo álbum de estúdio do Alestorm chega com oito faixas inéditas e a proposta de manter a irreverência que consagrou a banda, mas com maior atenção aos arranjos e à estrutura das composições. A produção é limpa, com todos os instrumentos bem definidos, e a sonoridade mantém a fusão de power e folk metal com elementos cômicos que já se tornaram marca registrada do grupo.
A faixa de abertura, “Hyperion Omniriff”, é uma das mais elaboradas da carreira da banda, com mudanças de andamento e variações melódicas que mostram que, por trás das letras insanas, existe um cuidado real na construção musical. “Killed to Death by Piracy” segue a linha tradicional do Alestorm, com refrão direto e fácil de memorizar, enquanto “Frozen Piss 2” aposta no humor escatológico, mas com uma base instrumental consistente.
No miolo do álbum, “The Storm” surge como uma das faixas mais pesadas e diretas, com guitarras mais secas e um clima quase épico, enquanto “Goblins Ahoy!” funciona como um momento mais descontraído e fora da curva, trazendo variedade à sequência. Ambas mostram que o grupo consegue equilibrar piadas internas com músicas que funcionam bem por si só.
O grande destaque fica para o encerramento com “Mega-Supreme Treasure of the Eternal Thunderfist”. Com mais de 17 minutos de duração, a faixa explora diferentes climas, alternando entre passagens rápidas, trechos cadenciados e inserções melódicas marcantes. É uma música ambiciosa e, apesar da longa duração, consegue prender a atenção do ouvinte até o fim.
No geral, “The Thunderfist Chronicles” entrega exatamente o que se espera do Alestorm: diversão, peso e refrões fáceis de acompanhar, mas com um refinamento técnico perceptível. É um álbum que deve agradar tanto aos fãs de longa data quanto àqueles que procuram um metal irreverente, mas bem construído.





