Metal na Lata

Armiferum – “Reach For The Light” (2023)

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Armiferum – “Reach For The Light” (2023)

Independente
#ProgressivePowerMetal #HeavyMetal #PowerThrashMetal

Para fãs de: Sanvoisen, Symphony X, Dream Theater, Vikram, Angra, Ayreon

Texto por Johnny Z.

Nota: 10

A banda paulista Armiferum, além de demonstrar um profissionalismo impecável e uma valorização significativa do seu trabalho, apresenta uma sonoridade que mescla Progressive Power Metal, Heavy Metal e até mesmo o peso do Thrash/Death Metal, especialmente nos riffs de guitarra e nas poderosas batidas de bateria!

Atualmente, a formação da banda inclui Ian Gonçalves (vocal), Guto Cardozo (guitarra), Fred Barros (guitarra), Rafael Bochnia (baixo), Ivan Macedo (bateria) e Vithor Moraes (teclado). Tenho certeza de que se tornarão um dos grandes nomes do metal nacional, pois não se limitam ao nicho “melódico” ou ao próprio power metal. Eles transitam com facilidade entre todas as vertentes, incorporando um peso que chama a atenção imediatamente!

“Reach For The Light” realmente se destaca e se afasta – e muito – da mesmice em que o Power Metal tem se estagnado ultimamente. Arrisco dizer que criaram uma identidade original e cativante. A produção do álbum é densa, agressiva e, ao mesmo tempo, melódica de uma maneira instigante. Dificilmente você conseguirá ouvir faixas isoladas, pois será atraído, especialmente pela faixa de abertura “Ad Lucem”, uma introdução orquestral que nos remete ao tema principal do Fantasma da Ópera, prendendo a atenção até o fim.

“Climb The Mountain” mantém a mesma melodia do ‘Fantasma da Ópera’ de onde “Ad Lucem” termina, mas evolui para uma execução impressionante. Imagine um Stratovarius mais pesado (muito mais), agressivo e tecnicamente refinado. Isso é apenas o começo! “Hellfire” é um destaque, mais voltada para o extremo, como se o Angra tivesse se tornado uma banda de “maus meninos” (risos).

“The Merchant” é moldada na tradição do Dream Theater com Symphony X, e em certos momentos, você jurará ouvir o saudoso André Matos. Simplesmente incrível!

Se você procura mais peso e riffs marcantes, “Heavy Heart” e “Bring The Light” são duas pedradas avassaladoras. O teclado oferece um suporte magnífico à massa sonora, de uma forma que mesmo aqueles menos familiarizados com o instrumento reconhecerão a maestria em prol de cada faixa, sem cair na autoindulgência!

Uma característica fascinante deste álbum é que, em todas as faixas, você experimentará uma audição envolvente, sem momentos monótonos, o que é diferente de 99% das bandas de Power Metal e Metal melódico hoje em dia. Felizmente, o Armiferum não se enquadra totalmente nesses estilos! Sim, nem ouse tentar corrigir, pois não se encaixam MESMO!

Um dos destaques, além do peso das guitarras e dos solos magistrais, é o vocal soberbo de Ian Gonçalves, que evoca uma versão aprimorada de André Matos misturada com James LaBrie (Dream Theater), Tobias Sammett (Edguy, Avantasia) e até um toque de Tim ‘Ripper’ Owens. O cara é um monstro.

Existem momentos mais calmos? Sim, e “Bard’s Lullaby” e “Winter’s Tale” são belas, exibindo harmonia e melodia fantásticas.

Em “Wave Of Chaos”, temos um ‘Black Power Metal’, até com blast beats, mostrando que os caras não se prendem a nenhum nicho! Sim, isso agora existe (risos). Uma pancada que pode ferir ouvidos sensíveis! A magnífica “Titans Of Steel” fará você pensar que está ouvindo o Dream Theater pesado do álbum “Awake”, pois seus riffs e harmônicos te tiram da zona de conforto facilmente! Essa faixa me arrepiou e me cativou completamente, contando ainda com a participação de Guilherme de Siervi (Vikram) nos vocais, que abrilhantou ainda mais essa explosão!

“Against The Wind”, primeiro single da banda e aqui como faixa bônus, fecha esse trabalho da forma como começou, IMPECÁVEL!

Composições extremamente bem trabalhadas, produção vistosa e impecável, execuções individuais brilhantes (todos são músicos incríveis!), bom gosto e uma técnica muito acima da média!

Apesar de “Reach For The Light” ter sido gravado por Ian Gonçalves (vocal/teclado), Guto Cardozo (guitarra), Rafael Bochnia (baixo) e Henrique Pucci (bateria, Noturnall), tenho certeza que com a nova e atual formação será ainda melhor no próximo trabalho, que parece já estar finalizado. Estou ansioso para o que está por vir, e se for “igual” a este álbum de estreia, será um verdadeiro golaço!

Destaques pessoais: “Climb The Mountain”, “Heavy Heart”, “Bring The Light”, “Wave Of Chaos” e “Titans Of Steel” – ouça essas e se apaixone!

Facilmente entra para a minha lista de melhores! Obrigado Rafael Bochnia por ter me enviado esse material de tão bom gosto! A Armiferum ganhou mais um fã!

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