
Armory – “The Search” (2018)
High Roller Records
#SpeedMetal, #ThrashMetal, #OldSchool
Para fãs de: Exciter Original, Agent Steel, Liege Lord
Nota: 6,0
A Suécia sempre, ou na maioria das vezes, nos apresenta bandas muito boas em quase todos os estilos. Seja no Death Metal, Hard Rock ou Metal Tradicional, o país se caracterizou por mostrar ao mundo bandas de grande qualidade. Mas nem sempre isso acontece, e como exemplo, podemos citar o Armory.
A banda foi formada em 2012 e lançou duas demos antes de chegar ao trabalho de estreia, e nesse trabalho traz uma sonoridade tipicamente influenciada pelos anos 80, principalmente por aquelas bandas que eram mais rápidas que as de metal tradicional, mas que ficavam um pouco abaixo na agressividade se comparadas às bandas de Thrash Metal. Assim, podemos dizer que o quinteto pratica um speed metal que infelizmente, deixa um pouco a desejar.
Apesar das boas ideias e disposição, o grupo formado por Konstapel P (vocal), Ingelman (guitarra), G.G. Sundin (guitarra), Angelgrinder (baixo) e Ace (bateria), se perde em meio a tentativa de resgatar a atmosfera dos anos 80. A produção, que colabora para deixar as coisas com essa característica (muito mais pela precariedade do que outra coisa), não nos deixa conferir se as idéias do grupo são realmente as que acabaram por ficar registradas. Mesmo assim, temos bons momentos durante a audição do álbum, como por exemplo “Hyperion”, que de certa forma nos lembra o Metallica em seus primórdios. Mas bem nos primórdios mesmo! “Bringer of Light” também traz essa perspectiva. Mas pára por aí. faixas como “The Twwin Suns of Polaris” ficam perdidas entre o metal tradicional e o speed, soando bem desconexa.
Resumindo: o Armory possui boas ideias e boa vontade pra fazer seu som. Mas só isso não vai fazer com que o grupo deslanche e crie sua própria personalidade. É preciso decidir se ficar preso ao passado ( e isso não é algo ruim, mas precisa ser bem dosado) é a melhor alternativa. Se for assim, não há muito o que se dizer ou esperar do grupo. Mas se decidir crescer musicalmente e vislumbrar algo a mais, pode ser que o grupo venha a se tornar um bom nome dentro do cenário.
Sergiomar Menezes





