Azusa – “Heavy Yoke” (2018)

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Azusa – “Heavy Yoke” (2018)
Indie Recordings | Solid State Records
#ProgMetal#DeathMetal#ThrashMetal#Jazz

Para fãs de: DeathExtolFleshkillerKate Bush

Nota: 10

De início é preciso falar que não teria nenhuma dificuldade em dizer que este é um novo álbum do Extol, e isto não vem apenas do fato de que a força motriz do Azusa se encontra nas guitarras de Christer Espevoll e na bateria de David Schwarz Husvik , ambos com passagem pela banda norueguesa. Christer ainda carrega o fato de ser fundador e irmão do vocalista Peter Espevoll, então é quase que impossível não associa-los a sua antiga banda.

Isso faz do Azusa um grupo sem alma e que vive na sombra da sua “banda mãe?” Tal pensamento não podeira estar mais errado, visto que ainda há 2 membros na banda, o baixista Liam Wilson (ex-The Dillinger Escape Plan) e a vocalista Eleni Zafiriadou, que anteriormente fazia parte do duo indie/pop Sea + Air.

E é com a doce Eleni que o Azusa consegue boa parte da sua vivência. Seu vocal vai do calmo, sereno, suave e angelical ao potente, agonizante e perturbador berro. Uma grata surpresa saber da capacidade da mesma em fazer tal desdobramento vocal, visto que em sua primeira banda a sonoridade era tão diferente e heterogênea com o metal como a água é com o óleo.

A produção de “Heavy Yoke” é um luxo. Limpa, cristalina, dando um ganho absurdo de timbragem e presença ao baixo, algo que não ficou só relegado as guitarras e bateria. O fator do mesmo apresentar uma audição fluida e nada cansativa é algo que vale a pena ser explicitado também.

Fica até difícil pinçar um destaque individual. O dedo coça para citar tanto o trabalho de David Husvik, uma verdadeira Hidra na bateria e que além de dominar e aplicar elementos de diversos estilos do metal nas composições também abusa do jazz e fusion, quanto o de Christer que apesar de um tempo na estalagem mostra que a classe e a elegância de tempos antigos não só está intacta como diria até aprimorada. Mas seria muita covardia pois o que presenciamos feito tanto pelas linhas desafiantes e coesas do baixo quanto pelo vocal é tão soberbo e imponente que o verdadeiro destaque do Azusa é a existência da própria banda.

A chance de vermos um novo álbum do Extol é quase nula, mas graças aos céus que do grupo surgiram 2 excelentes frutos, o Fleshkiller e o Azusa. Ambos com similaridades, unicidade e oferecendo música de extrema qualidade ao mundo.

Márllon Matos

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