Battering Ram: “Time Masters” (2026)

Time Masters
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Battering Ram: “Time Masters” (2026)

Independente
#PowerThrashMetal

Para fãs de: Iced Earth, Savage Blood

Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz
Colaboração especial: “Redator Mascarado”

Nota: 8,0

Em 10/01/2026, Battering Ram, banda espanhola de Power Thrash, enfim, lançou o seu primeiro registro oficial, o álbum “Time Masters”, após 18 anos de sua fundação oficial na cidade de Madri. Ou seja, há aqui mais que um álbum de estreia, trata-se da realização de um sonho e da consolidação de uma longa história.

Atualmente contando com os seguintes integrantes, David Ordás (vocal), Francisco Cabañas (baixo), Guillermo Marqués (guitarra) e Benjamín Mateo (bateria), Battering Ram lançou uma obra que agrega valor a todo esse período de espera até o lançamento de seu debut.

Após algumas prazerosas audições, me dei conta que, a fim de chegar a uma conclusão mais completa, justa e profunda, seria necessário compartilhar essa análise com um ouvinte muito mais acostumado com o subgênero híbrido Power/Thrash. Assim sendo, convidei meu amigo “Redator Mascarado”, que optou por usar tal pseudônimo para poder me ajudar nessa tarefa.

Antes de mais nada, é necessário dizer que a produção em estúdio ficou ótima, os instrumentistas são técnica e musicalmente competentes e o vocalista tem uma capacidade vocal e várias alternâncias que em nenhum momento deixam a desejar.

Todas as dez faixas do disco agradam, porém “The Persecuted (Back Again)” e “Holy Grail (Blood)” são as que mais grudaram na mente. A princípio, pelo título das músicas, parece haver algum conceito que as interliga. Entretanto, não foi possível ter absoluta certeza disso. Quanto às composições, além do destaque da parte vocal, temos os riffs e o solos de guitarra de Guillermo Marqués como ponto alto da sonoridade do Battering Ram.

Battering Ram, les felicito por tu excelente trabajo

A seguir, vamos para a análise faixa à faixa do “Redator Mascarado”:

“Time Masters”, de acordo com o “Redator Mascarado”

1.Intro – “Moon E-Brak (Euphoria and Decay)”: a abertura ocorre em uma vibe futurista. Uma voz feminina nos dá as boas vindas, ao que parece ser um satélite, e nos alerta sobre o bom comportamento, sob pena de 1 dia a 20 anos de cana. Em suma, lugar acolhedor…

Base de guitarra cavalgada já na intro e um solo em solo em seguida. Ambientação perfeita pra nos introduzir ao que vem pela frente.

2.”Unexpecter Events – (The Beginning of the End)”: eis uma faixa, inicialmente, cadenciada, com diversas mudanças de andamento e excelente refrão. São 9m52s de um excelente Power/Thrash com direito a vocais guturais.

David Ordás, enquanto cantando em tons mais altos, me lembrou uma mistura de Silvio Massaro (Vanishing Point) e DC Cooper (Royal Hunt, Silent Force). Contudo, Mathew Barlow (ex-Iced Earth) me vem imediatamente à mente quando ele canta em tons mais graves, como na faixa “The Prophecy (Revelations)”. Essa lembra Iced Earth do começo ao fim (inclusive no título).

3.”The Persecuted (Back Again)”: aqui percebemos a influência que Matthew Barlow exerce na construção das linhas vocais de David Ordás. O instrumental é um Heavy/Thrash um tanto quanto melódico.

4.”Holy Grail (Blood)”: assim que ela inicia pensamos que se trata de alguma música do Iced Earth daquela época da volta de Matthew Barlow que ficou perdida, tamanha a semelhança dos vocais e harmonias dos backings. Época do “Crucible of Man” (2008). Boa faixa, mas que poderia maneirar nas homenagens.

5.”Second Son (The Loss of Innocence)”: mesma impressão de anteriormente. O disco passa essa vibe de ter bebido muito na fonte do Iced Earth, em especial nos discos conceituais, “Framming Armageddon” e “The Crucible of Man”. Não era a melhror fase do Iced Earth, mas aqui fez sentido, apesar de tudo, afinal de contas, estamos falando de um debut.

6.”Immortallity Fed By Death (Unstoppable Train)”: é a aquela que introduz mais rápida até aqui e segue da mesma forma até seu desfecho. Excelentes melodias vocais e riffs furiosos.

7.”Time Masters (Gods of Soul Deliverance)”: a faixa título começa com uma cadência interessante e vai crescendo com um riff que parece um exercício de guitarra. Sendo a mais pesada até agora.

8.”The Prophecy (Revelations): faixa lenta, quase um interlúdio com diálogos entre os personagens da narrativa, mas que cresce ao final e a sensação de Iced Earth volta novamente. Talvez a mais “IcedEarthiana” do disco.

9.”Armaggedon Wars (Ragnarök)”: a mais curta do disco, quase que toda instrumental. Quase passa batido, lembrando a fase pós 2010 do Annihilator.

10.”The Quest (Final Frontier)”: o começo que lembra a fase inicial do Blind Guardian pelas viradas e logo cai em um Thrash/Speed épico. Muito boa por sinal.

11.”Wormhole (Dreaming Eutocia)”: a faixa bônus é um tema muito instrumental bem estruturado, mas dispensável. Porém, sendo bônus, tá ok.

Conclusão

Apesar de se tratar de um debut, não parece, pois estamos falando de uma banda com quase 20 anos de história. Muito bem trabalhado e produzido. Instrumentos no lugar certo, guitarra e baixo nítidos, harmonias vocais feitas por quem entende e excelente timbre de bateria.

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