Beneath the Massacre – “Fearmonger” (2020)

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Beneath the Massacre – “Fearmonger” (2020)
Century Media Records
#TechnicalDeathMetal#ThrashMetal#Deathcore

Para fãs de: DeathSlayerThe Haunted, Torture Squad

Nota: 9,0

Os canadenses do “Beneath The Massacre” estão de volta após um hiato de aproximadamente 8 anos entre “Incongruous” (2012) e este novo trabalho, “Fearmonger”. Os caras vieram com tudo; muita técnica, progressividade, influencias de Jazz, dissonâncias bem trabalhadas e peso, MUITO PESO!!!

O álbum todo em si, é uma aula de alternâncias de tempo e velocidade, mas tudo sem perder a mão da brutalidade que o lado “Death Metal” exige ao estilo.

Extremamente intenso, o álbum discorre sobre temas como “ZEITGEIST” e “populismo”. Precisa e rápida, a faixa “Rise of The Fearmonger” abre o disco de maneira insana, com uma letra primorosa na qual lança uma crítica aos movimentos populistas contemporâneos.

“Hidden in Plain Sight” mantém o show de virtuose em alta, com o baterista Anthony Barone comandando o ritmo da quebradeira e trazendo à tona todo o calor infernal que é sentida em todo o trabalho.

Com uma introdução matadora de bateria, “Of Gods and Machines”, continua com o peso e velocidade, porém mais cadenciado, aquela pisada no freio necessária e estratégica para podermos respirar após todo o turbilhão sonoro das faixas anteriores.

Como uma rasteira, “Treacherous”, retoma a brutalidade extrema, te fazendo cair de costas atônito tamanha a explosão que a música toma a partir dos riffs rispidos e certeiros. Explorando tudo que os ótimos músicos podem render, “Autonomous Mind” mistura estilos, funde cabeças e mostra a veia progressiva, aquela porrada com tudo que se pode desejar em termos de musicalidade, um caso hipnótico sonoro.

O massacre entra com os dois pés na porta seguindo uma linha mais direta, enquanto o vocalista urra palavras sobre opressão econômica, afinal se “quanto mais eles brilham, maior são as sombras” precisamos de “uma limpeza pelo fogo” e é isso que “Flickering Light” provoca. Finalizando “Fearmonger” com a faixa “Tarnished Legacy”, momento digno de tudo que ouvimos durante os quase 30 minutos mais caóticos desse apocalíptico 2020

Edson do Carmo (Colaborador)

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