Black Label Society – “Engines of Demolition” (2025)
eOne Music
#HeavyMetal #SouthernMetal #StonerMetal
Para fãs de: Ozzy Osbourne, Pantera, Down, Pride & Glory
Texto por Ana Clara Salles
Nota: 8,5
Comecei a ouvir Black Label Society lá em 2007 e foi amor à primeira palhetada. Mas, quando fiquei sabendo que eles estavam preparando o lançamento de um disco novo, não me animei muito. Talvez porque tenha achado Doom Crew Inc. um disco muito fraco perto de tudo que o Zakk já nos entregou. Mas aí eles foram lançando os singles “Name in Blood”, “Broken and Blind”, “Lord Humungus” e “The Gallows”. Ali eu tive certeza: o Black Label “das antigas” está vivão e vivendo. E que bom.
O disco já começa com três socos na cara: a já citada “Name in Blood” — que eu espero ansiosamente para cantar a plenos pulmões na abertura do Bangers Open Air —, “Gatherer of Souls” e “The Hand of Tomorrow’s Grave”. A banda está em pleno vapor. A cozinha, formada por John “JD” DeServio no baixo e Jeff Fab na bateria, traz de volta o peso da banda que se perdeu lá em 2021. E o Zakk continua sendo o Zakk, com seus riffs e vocais inconfundíveis. E não sei se foi impressão, mas senti que ele deu uma maneirada no excesso dos harmônicos entre um solo e outro, o que eu considero um ponto positivo.
A primeira balada do disco vem com “Better Days & Wiser Times” e é bem a cara da banda, com melodia melancólica, vocal suave, piano bem executado e refrão pegajoso. Um respiro que dura pouco…
Quando os singles foram lançados, o que mais me chamou a atenção foi “The Gallows”. Era daquelas músicas que deixam um gostinho de quero mais, sabe? Vontade de saber como ela funcionaria no todo. E o resultado não poderia ser melhor. Quando junta ela com “Broken and Blind” e “Above & Below”, a sensação que dá é de estar ouvindo o Black Label de Sonic Brew ou de The Blessed Hellride. Sonzaços com S maiúsculo!
“Back to Me” é mais uma balada acertadíssima dos caras, seguida de “Lord Humungus”, “Pedal to the Floor” (QUE SONZEIRA), “Broken Pieces” e “The Stranger”. Dessas quatro, só “Broken Pieces” achei a mais “fraca” do disco.
O encerramento do álbum com “Ozzy’s Song” não poderia ser mais significativo. De novo, Zakk consegue transformar seu luto em uma música que já nasce com cara de clássico. Não só pelo peso do nome que ela carrega, mas especialmente pela carga emocional presente em cada verso. A letra é como uma carta aberta que não só homenageia um dos inventores do heavy metal, mas também reflete o vazio que o Ozzy faz na vida do Zakk, que já enfrentou outras perdas. Não é só uma despedida. É a continuidade de um legado.
Enfim, com Engines of Demolition, Zakk nos entrega um álbum que respeita a essência da banda e, ao mesmo tempo, abre espaço para emoção, vulnerabilidade e intenção. Já me sinto preparada pro Bangers.





