Blackwater Conspiracy – “Two Tails & The Dirty Truth of Love & Revolution” (2020)

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Blackwater Conspiracy – “Two Tails & The Dirty Truth of Love & Revolution” (2020)
Bulletproof 20/20 | Absolute Label Services
#SouthernRock#RockNRoll#BluesRock#ClassicRock

Para fãs de: Lynyrd SkynyrdBuffalo Summer , Creedence Clearwater RevivalAllman Brothers Band

Nota: 10

“Diga adeus para ontem”, o refrão da faixa que abre o meu mais novo vicio musical muito se aplica a nossas vidas atuais. Antes, éramos apresentados para as bandas ou pessoas através de revistas, lojas e amigos, o social era feito 7 a 7, sem telas ou ferramentas digitais. O hoje, tem um mundo beijado pelas palmas de nossas mãos, os poucos clicks te colocam numa variedade de opções e dessa forma o moderno vem se tornando a realidade, e os tempos dourados apenas enchem nossas veias de nostalgias, ou nossas retinas em meios a fotografias surradas pelo senhor do tempo num velho álbum do seu terceiro aniversário.

“Two Tails & the Dirty Truth of Love & Revolution”, surgiu na minha vida por um golpe de sorte, num domingo ensolarado, algumas cervejas e aquele sentimento de enclausurado sentindo falta da energia de shows e de um bom Rock N´Roll. O segundo disco do Blackwater Conspiracy, banda que nasceu na Irlanda do Norte, mas que carrega em sua alma a típica energia do estilo sulista feito por alguns grupos americanos, ou seja, energético, emocionante e inspirador daqueles que você quer fechar os olhos e somente sonhar…

O trabalho consta com 11 faixas, aproximadamente 50 minutos de duração com melodias grudentas, com piano/teclados “duelando” com guitarras leves e pesadas, todos soltos, “ sem regras”, ou predefinições da velha cartilha dos sábios e lendas. A parte lírica, por hora brinca de rasgados, por hora é limpo, mas em todo instante é sentimental num ritual parecido com o saudoso Joe Cocker, que juntamente com o complemento de backings vocals preenchem os espaços vazios contraponto com uma cozinha “groovada” e swingada, deixando uma massa sonora completa, sem desculpas para não se apaixonar ou escapatória com o seu bilhete de uma viagem sem volta.

Destaques ou músicas favoritas é um serviço complicado aqui, juro que tentei, juro que a cada dia tive uma diferente, mas o mais eloquente foi ver que sempre me dispus a colocar o disco inteiro todos os dias nesse último mês. “Goodbye to Yesterday” e suas batidas e seus riffs a lá “Leonard Skinner”, “ Soul Revolutionaries”, melodiosa com vocais e pianos com cara de hit radiofônico, a encantadora “Tattooed % Blonde” surge para te fazer dançar, curtir coisas e trazer uma leve lembrança daquele amor que não subia a serra ou não passou de “pegação” num carnaval de 1997.

O final do álbum ainda tem a belíssima “She Gets me High”, que reveza momentos acústicos com aquela leve subida de peso que somente as lindas baladas costumam ter e para fechar de forma apoteótica “Atlanta Smile”, pulsante, com um pedacinho de AC/DC aqui e ali, mas que te fará repetir a dose de cerveja num brinde a vida, e ao sempre bom e delirante Rock.

Os dedos estão cruzados, sementes de romãs guardadas, 7 ondas imaginarias puladas e terço no pescoço, que um bom coração lance “Two Tails & The Dirty Truth of Love & Revolution” aqui no Brasil de forma física. Afinal, os app facilitam, mas nada como colocar um álbum apaixonante naquela prateleira que mais do que abastecida por discos legais, carrega um pedaço de sua passagem por esse mundão louco.

William Ribas

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