Bloodkill – “Throne of Control” (2021)

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Bloodkill“Throne of Control” (2021)
Independente
#ThrashMetal, #HeavyMetal

Para fãs de: Waves of Decay, Kreator, Testament

Nota: 8,5

Eis uma ótima oportunidade para conhecermos a cena de Metal indiana.  O Bloodkill, formado em 2016, é uma banda que veio com a proposta de fazer um Thrash/Heavy robusto, como está demonstrado através de seu primeiro álbum de estúdio “Throne of Control”. Inicialmente, porém, o grupo começou como um típico grupo de Thrash Metal influenciado pela era dos anos 1980. Através das mudanças na formação, novos elementos foram adicionados em sua música, assim como o Heavy e Groove Metal.

Ouvindo a faixa “3B”, no primeiro momento, é possível acreditar que o arranjo faz parte de alguma música do “Icon”, quarto álbum de estúdio do Paradise Lost. Mas é somente uma impressão inicial. “3B” segue com um Thrash matador e uma excelente performance do  vocalista. “Unite and Conquer” tem aquela pegada típica do Thrash Bay-Area e convence bastante. Muito groove e energia não faltam. “Horrorscope”, apresentada como single, lembra um Judas Priest repaginado; talvez mais próximo do Fight, em seu primeiro álbum.  Atestamos muito feeling e um ótimo trabalho nos pedais duplos. A letra fala sobre o mundo à beira da destruição e o sombrio futuro da humanidade. Em “For I Am The Messiah”, também lançada como single, percebemos a mensagem sobre os ‘salvadores’ que manipulam as massas com as mesmas desculpas de sempre: o bem de todos. A segunda parte da música nos brinda com um belo solo, peso e uma cozinha sonora fantástica. A faixa-título “Throne of Control” encerra o álbum com um Thrash Metal muito afiado, recheado com uma saraivada de riffs marcantes, primorosamente executados.

Estamos diante de um ótimo lançamento com o carimbo Made in India. Gostaria de ressaltar o trabalho do guitarrista Shubham Khare que, além da técnica apurada nos riffs, também sola de forma magistral. De forma geral, a banda apresenta um trabalho competente, executado muito bem tecnicamente e com energia de sobra. Acredito que o Bloodkill foi muito feliz no seu primeiro registro sonoro e começaram o ano de 2021 ‘com o pé direito’.

Recomendado!

André Nasser

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