
Bloodshed Walhalla – “Ragnarok” (2018)
Hellbones Records
#VikingMetal
Para fãs de: Bathory, Moonsorrow
Nota: 6,5
One man band italiana que entre demos, EPs e álbuns cheios chega ao nono lançamento em 10 anos com material de “apenas” quatro faixas, onde as menores duram “só” 12 minutos.
Apesar de ser um Viking Metal bem feito, não dá pra negar que é um pouco maçante um material de quatro faixas tão longas (a última beira os 28 minutos!). Não tem uma superprodução e nem é algo tão necessário assim pro estilo pretendido. Ele é “charmosamente” cru e apesar de alguns deslizes (aparece uma flauta muito da irritante e desafinada em algum momento da faixa “Ragnarok”) tem boas passagens, mas a longa duração joga contra pois não exite muito dinamismo nas músicas e a constante repetição por um período prolongado dá um certo sono. Aquela sensação de “ouvir, ouvir e não sair da mesa música” é bem real aqui.
Mas falemos sobre “For My God”. Maior que muito dos álbuns dos Ramones, ela desperdiça de cara uns 2:30 minutos com uma introdução enfadonha de canto de pássaros e uma espécie de prece ou algo do tipo (a voz é bem baixa, não dá pra discernir o que se fala). A flautinha irritante volta e a cadência e morosidade também.
Resumindo bem, se fosse um álbum de, sei lá, 10 ou 12 faixas seria muito melhor aproveitado. “Ragnarok” não é um lixo, mas sua duração acaba por atrapalhar a melhor apreciação do que é passado. Tem que ter muita disposição e boa vontade para encarar essa empreitada e aproveitar suas nuances. É como se, salvo as devidas proporções, você fosse ver pela primeira vez uma maratona das versões estendidas de “Senhor dos Anéis” (sendo que esse último é infinitamente superior em qualidade).
Se gostar mesmo da temática nórdica e de Viking Metal, pode ir conferindo de boa, mas para um ouvinte mais casual, não é algo que eu recomenda.
Márllon Matos





