Brainstorm – “Plague Of Rats” (2025)

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Brainstorm – “Plague Of Rats” (2025)

Reigning Phoenix Music | Sound City Records | Valhall Music
#PowerMetal #MelodicPowerMetal

Para fãs de: Iced Earth, Blind Guardian, Rage, Savatage

Texto por Henrique Haag

Nota: 8,0

“Plague of Rats” é o 14º álbum de estúdio do Brainstorm, banda conhecida por seu estilo robusto e com nuances orientais, retomando aqui influências indianas já exploradas no clássico “Soul Temptation” (2003).

A obra dispensa baladas e entrega um metal tradicional potente, com pitadas de thrash, melodias épicas e participações marcantes, como a soprano finlandesa Elina Siirala (Leaves’ Eyes) na grandiosa “Your Soul That Lingers in Me” e o alemão Alex Krull (Leaves’ Eyes, Atrocity) na veloz “From Hell”.

A abertura com “Beyond Enemy Lines” já deixa o recado: guitarras afiadas e bateria martelando sem dó. É uma faixa de impacto imediato, seguida por “Garuda (Eater of Snakes)”, que mergulha na mitologia indiana e resgata aquele clima oriental que o Brainstorm havia flertado em 2003, agora em escala ainda mais grandiosa, com refrão marcante e riffs que parecem cuspir fogo.

Faixas como “Masquerade Conspiracy” e “The Dark of Night” evidenciam a versatilidade do grupo: a primeira é mais agressiva, carregada de fúria e crítica social; a segunda é mais atmosférica, com um clima sombrio que se abre para momentos épicos. No meio disso surge “Crawling”, com uma pegada quase hard rock oitentista — uma das mais acessíveis do álbum, mas sem jamais perder a identidade da banda.

A edição brasileira ainda inclui o cover de “Celebrate Youth”, de Rick Springfield — um respiro inesperado em meio a tanto peso, funcionando quase como uma piscadela divertida ao final do disco. Mas o fechamento oficial fica por conta de “Curtains Fall”, que devolve a carga emocional e a sensação de fim de ciclo, com riffs poderosos e letras sobre superação.

“Plague of Rats” reafirma o Brainstorm como mestre do heavy/power metal com identidade própria, sem se preocupar em reinventar fórmulas. Livre de concessões a baladas ou momentos de conforto fácil, o álbum é um turbilhão de energia melódica e riffs orientais. Cada faixa tem sua própria força, criando um conjunto coeso e emocionalmente honesto. Ideal para quem busca intensidade, técnica e uma pitada de misticismo cultural — tudo embalado com a consistência de uma banda que já soma mais de três décadas de estrada.

Esta edição nacional, lançada pela Valhall Music, vem caprichada: caixa acrílica com livreto de 16 páginas contendo letras, fotos e créditos, além de um OBI que valoriza ainda mais a versão brasileira.

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