Bywar
– “Invicible War” (2002)
Hate Storm
#ThrashMetal
Nota: 9,0
Antes de qualquer coisa, peço a você, caro leitor, que faça uma pesquisa rápida. Por favor, procure no seu site de compras ou até mesmo ligue na sua loja favorita e pergunte se ele tem “Invicible War” da banda Bywar. A resposta será quase que praticamente igual à pelo menos 95% das lojas: NÃO! Em alguns lugares até vão ter o álbum mas será usado e, mesmo assim, extremamente caro! Quem tem, não vende, e quem não tem fica na loucura para conseguir, isso tudo é para se ter uma ideia da importância deste álbum.
O primeiro álbum dos Thrashers, foi lançado há quinze anos atrás (2002) e até hoje causa verdadeiro entusiasmo a qualquer banger. O som do quarteto formado por: Adriano Perfetto (Guitarra e Voz), Victor Regep (Guitarra), Hélio Patriazzi (Baixo) e Enrico Ozio (Bateria), é aquele típico Thrash Metal alemão dos anos 80.
As músicas apresentam uma certa rispidez, riffs que despejavam ódio, alguns solos bem trabalhados, baixo e bateria “na cara” e um vocal que cuspia as letras de forma única. O início arrebatador com “Thrasher´s Return” e “Borken Witchcraft” traz aquela sensação de querer viver em um mosh pit até a última gota de sangue, e demostrando que os próximos minutos tinham tudo para serem inesquecíveis (e são!).
A gravação traz a “vibração” mais ao vivo, algo como se estivéssemos na garagem da banda curtindo o ensaio, o que de certa forma contribui para que as músicas tenham um brilho, como se estivemos em algum beco de Essen, Alemanha. A construção do instrumental tem bastante variações, não se limitando somente ao Thrash Metal e passeando pelos lados da NWOBHM, e algo a se aplaudir, é que não importa a ordem que você comece a escutar o disco, a qualidade das composições impera por todo o tracklist.
Sim, a gravação não é nenhum primor, mas, isso acaba ficando de lado, porque a banda veio com o “sangue nos zoios” e isso fez com que “Invicible War” caísse no gosto do público, fazendo que o álbum virasse um dos CLÁSSICOS do Metal Brasileiro neste novo milênio e peça raríssima em prateleiras mundo afora.
Um álbum para muitas e muitas gerações e sempre no volume máximo!
William Ribas





