Cadaver – “Hymns of Misanthropy” (2025)

Cadaver
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Cadaver – “Hymns of Misanthropy” (2025)

Listenable Records
#DeathMetal #ThrashMetal #ExtremeMetal

Para fãs de: Cancer, Death, Benediction 

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

Surgindo como uma das primeiras bandas de Death Metal da Noruega no final dos anos 80, o Cadaver já tem um histórico de ótimos discos, mas sem se prender aquela fórmula padrão do estilo. Em cada álbum a banda gosta de inserir elementos que vão além do Death Metal e podemos notar que mesmo em seus primeiros anos a banda já pensava a frente das outras, como visto no novo disco, “Hymns of Misanthropy”.

Nessa nova empreitada a banda voltou às origens e revistou algumas músicas que haviam gravado no início dos anos 90 enquanto ainda trabalhavam em seu segundo álbum, “… In Pains”. Na época, o Cadaver havia registrado músicas para mais um disco, com uma pegada mais crua e agressiva, porém ele nunca foi concluído, até agora.

Acompanhados pelo baixista e membro original, Eilert Solstad, o guitarrista e vocalista Anders Odden e o baterista Ole Bjerkebakke conseguiram aperfeiçoar um monstro que atinge o ouvinte como uma marreta, como podemos ver no primeiro single, “Maltreated Mind Makes Man Manic”. A faixa começa um com ritmo de jazz, suave e limpo, mas logo parte para uma avalanche de riffs e bateria cheia de viradas e blast beats, com uma levada que lembra muito o trabalho feito pelo Mastodon.

“Chained to His Fate” chega mais pesada, com um ótimo riff e uma bateria com velocidade alucinante. Os blast beats aqui estão mais potentes e a faixa parece crescer, se tornando ameaçadora e contando ainda com um solo incrível. “Nowhere to Hide” mantém a mesma pegada mais agressiva, porém incorpora algumas levadas diferentes, umas quebradas na bateria e um pouco mais de jazz, algo que chama a atenção devido à mistura do gênero.

“From The Past” tem um riff de guitarra que se assemelha muito ao feito por Chuck Schuldiner e o Death em “Crystal Mountain”, com um ritmo de puro Death Metal old school e com diversos solos espalhados pela faixa, sendo uma das melhores do álbum. “Breaking Through” traz o old school novamente com uma pegada de Cancer, com uma velocidade incrível, uma barreira de riffs e uma bateria marcante, que não dá espaço para o ouvinte.

“Hymns of Misanthropy” foi gravado no mesmo estúdio onde a banda foi formada — em Råde, Noruega, no Studio Tomb. O Cadaver finalizou as gravações em uma sessão com a formação original, trazendo o disco de volta dos mortos e dando nova vida a faixas que eles provavelmente pensaram que nunca mais veriam a luz do dia.

Com ferocidade e vigor, Anders, Ole e Eilert renovaram o velho, desafiando os limites para garantir a sobrevivência do metal extremo em “Hymns of Misanthropy”. Dez faixas brutalmente punitivas que desafiam os limites do Death Metal — com um toque de Black Metal — oferecendo nostalgia e um novo ataque aos sentidos. Ouça e se surpreenda.

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