Carnation – “Symphony of Flesh” (2026)

Carnation (1)
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Carnation – “Symphony of Flesh” (2026)

Independente
#DeathMetal #SwedishDeathMetal #OldSchoolDeathMetal

Para fãs de: Bloodbath, Entombed, Grave

Texto por Lucas David

Nota: 10

Mesmo não possuindo uma cena de Death Metal tão forte quanto em outros lugares do mundo, a Bélgica nos entregou o Carnation. Desde 2013 a banda vem fazendo um som calcado no estilo sueco e ganhando o público através de ótimos discos e apresentações ao vivo.

Após o lançamento de Chapel Of Abhorrence (2018) e Where Death Lies (2020), contando com um som mais direto, Cursed Mortality (2023) trouxe algumas experimentações que não agradaram muito, como o uso de sintetizadores, faixas muito longas e vocais limpos que tiraram um pouco da energia do trabalho.

Agora em Symphony of Flesh a banda faz um “retorno às origens” em um disco mais agressivo, pesado e moderno, sem deixar de lado a essência do Death Metal de bandas como Entombed e Dismember.

O Death Metal da Bélgica bem representado

Logo na abertura com “Blackmouth” a veia Old School é sentida com ótimos riffs de guitarra, uma bateria pesada e carregada de blast beats, além de vocais guturais poderosos. Durante o solo a velocidade diminui, dando espaço para ótimas melodias da dupla Jonathan Verstrepen e Bert Vervoort.

“Flesh-Eating Frenzy” é mais agressiva e traz a velocidade alucinante para frente, entregando também ótimos solos de guitarra e uma bateria punitiva, que certamente foi feita para os mosh pits.

A faixa-título traz um riff principal sujo e pesado, com a guitarra dominando tudo enquanto o ritmo alterna entre mid-tempo em alguns ataques de fúria absoluta. O groove presente é viciante e fará você bater a cabeça até o final da execução.

“Towards Death” é mais direta e aposta em uma velocidade galopante com toques de Thrash Metal e uma das melhores performances de Simon Duson (vocal). A faixa serve como um lembrete que mesmo adotando toques modernos, o Carnation jamais perdeu o prazer que um riff visceral proporciona ao ouvinte. É mais uma faixa que certamente fará sucesso ao vivo.

Encerramento e conclusão

Fechando o disco, “Legacy Of The Forefathers”, traz a banda expandido seus horizontes, entregando algo longe de ser apenas um preenchimento desnecessário. A composição se desenvolve lentamente com passagens sombrias que dão lugar a ataques selvagens já característicos da banda, alternando o ritmo com total segurança.

Se o restante do álbum propõe um retorno às raízes, essa faixa mostra que a ambição do disco anterior não foi totalmente abandonada, mas sim remodelada para padrões melhores.

Symphony of Flesh não é um disco que apenas olha para o passado da banda e de suas influências, mas sim o disco que mostra liberdade e criatividade do Carnation sem as amarras de uma gravadora.

É um disco técnico, sujo e grotesco, como a arte da capa – feita pelo artista Péter Sallai (Mayhem, Powerwolf, Annihilator) – brilhantemente traduziu, sendo forte o suficiente para figurar como um dos melhores da banda até o momento e que vale cada segundo de audição – e até mesmo do repeat.

Não é a reinvenção do gênero, mas a banda não pareceu se preocupar com isso. O Carnation apenas se preocupa em destruir tudo à sua frente, dessa forma, celebrando sua história. Porém, olha para o futuro glorioso e sanguinário que ainda tem pela frente.

https://www.facebook.com/CarnationBE

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