Category 7 – “Category 7” (2024)

Category 7
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Category 7 – “Category 7” (2024)

Metal Blade Records | Urubus Records
#ThrashMetal #HeavyMetal #Metal

Para fãs de: Metal Allegiance, Anthrax, Testament, Death Angel, Armored Saint

Texto por Johnny Z.

Nota: 9,0

Primeiramente, vale um comentário deste redator: Esse ‘projeto’ ou ‘banda’ foi inicialmente apresentado como algo mais na linha do Hard N’ Heavy. No entanto, ao escutar os quatro primeiros singles, ficou claro que o som da banda — sim, é uma banda — é bem mais pesado e nada tem a ver com Hard N’ Heavy. Na verdade, trata-se de um excelente Thrash/Heavy Metal, numa híbrida mistura de Anthrax, Testament, Armored Saint e Death Angel.

Seu álbum de estreia autointitulado é uma verdadeira explosão sônica, que traz um time de estrelas do metal com décadas de experiência em bandas renomadas como Anthrax, Machine Head, Overkill, Armored Saint, Exodus e Shadows Fall. Com uma formação de peso, incluindo John Bush (vocal), Mike Orlando (guitarra), Phil Demmel (guitarra), Jack Gibson (baixo) e Jason Bittner (bateria), era de se esperar que este álbum fosse algo fora da curva — e, acredite, ele é, mesmo que não traga absolutamente nada de novo para o estilo! Eu pergunto: E daí? (risos)

Desde o início, com a faixa “In Stitches”, o ouvinte é bombardeado com riffs poderosos, uma bateria esmagadora e vocais ferozes, tudo meticulosamente construído. A estrutura das músicas é complexa, equilibrando elementos de Thrash, Heavy e passagens mais melódicas. Ok, podemos identificar o fator Hard N’ Heavy nos refrões e estruturas vocais que, em algumas (poucas) ocasiões, soam mais acessíveis. O timbre e o estilo de John Bush sempre foram assim, melódicos e poderosos, então isso não é novidade para ninguém. Isso cria uma atmosfera ao mesmo tempo pesada, agressiva e acessível, refletindo as diversas influências dos membros da banda.

O álbum não se limita a ser apenas uma demonstração de técnica e peso. Faixas como “Land I Used to Love” (essa bem na linha do Anthrax!!) mostram o lado mais melódico da banda, com harmonias vocais que se mesclam perfeitamente com os acordes de guitarra e solos intensos. Já “Apple of Discord” poderia estar facilmente no álbum Revelation, o mais pesado do Armored Saint, na minha opinião. Aliás, o álbum Revelation é um bom comparativo para esse trabalho do Category 7.

“Exhausted” é um exemplo de como o Category 7 (ô nominho esquisito, né?) consegue unir velocidade, agressividade e refrões marcantes, tornando a audição dinâmica e imprevisível. Já “Runaway Truck”, uma das melhores do álbum, tem uma melodia com riffs de guitarra que grudam instantaneamente na cabeça!

A química entre os membros é palpável, fruto de anos de amizade e respeito mútuo. Além disso, 3/5 da banda já tocam juntos ocasionalmente no projeto Metal Allegiance, da Nuclear Blast Records. Inclusive, no Rock in Rio de 2022 (Bush, Demmel e Gibson) estavam presentes. O processo criativo ficou claramente a cargo de Mike Orlando e Phil Demmel, com as letras escritas por John Bush — algo que pude confirmar no encarte. Os duelos de guitarras e solos parecem emular muito bem o que o saudoso Randy Rhoads fazia (sozinho) entre 1980 e 1982! É impressionante!

Liricamente, o álbum aborda temas contemporâneos, como alienação e declínio social, de forma aberta à interpretação, permitindo ao ouvinte encontrar seus próprios significados nas músicas. Faixas como “White Flags & Bayonets” e “Mousetrap” (duas bem na linha do Anthrax) e “Through Pink Eyes” (se você fechar os olhos, vai achar que é o Testament!) exemplificam essa abordagem, com letras que são ao mesmo tempo críticas e introspectivas.

A faixa instrumental “Etter Stormen”, que encerra o álbum, é uma verdadeira demonstração de técnica e energia, com Mike Orlando e Phil Demmel duelando em solos sobre uma base rítmica que alterna entre o Thrash e o metal mais tradicional, criando um clímax explosivo.

Em termos de produção, o álbum foi gravado e mixado por Mike Orlando, que conseguiu dar ao som uma grandiosidade sem exageros, mantendo a crueza e a intensidade que o metal exige. A combinação de uma produção cuidadosa com o talento bruto dos músicos resulta em um som robusto, ideal para fãs de headbanging, mosh pits e refrões cantados à loucura.

Em resumo, o Category 7 entrega exatamente o que se espera de um supergrupo: um álbum coeso, que honra o legado de seus membros e, ao mesmo tempo, oferece algo novo e emocionante para a cena metal. Com um equilíbrio perfeito entre peso, melodia e técnica, este álbum marca uma estreia poderosa e promete muito mais no futuro.

Como dito no início, não há grandes novidades, mas o prazer de ouvir as 10 faixas deste álbum de estreia é incomparável e viciante! Golaço!

Para terminar, um comentário deste humilde redator: Existem boatos de que John Bush gostaria de excursionar tocando as músicas de sua fase no Anthrax — fase esta hoje completamente esquecida pela banda. John, aqui está a sua banda, e aproveite para tocar também as músicas do Category 7!

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