Coroner – “Dissonance Theory” (2025)
Century Media Records
#ThrashMetal #TechnicalThrashMetal
Para fãs de: Megadeth, Metallica, Testament
Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz
Nota: 9,0
Em 17/10/2025, “Dissonance Theory”, sexto full lenght da discografia do Coroner, banda suiça de Technical Thrash Metal, após 32 anos de espera, enfim, chegou. Ou seja, trata-se do primeiro registro oficial do power trio de Zurique desde o lançamento do álbum “Grin” no ano de 1993.
Assim que saíram os singles, “Renewal” e Symmetry, ambos também em formato de videoclipe, já era possível ter a certeza que toda esse tempo de espera valera à pena. Aqui temos, portanto, duas ótimas composições que caberiam em qualquer um dos clássicos da banda. No entanto, ainda faltava conhecer a íntegra do material para ter essa confirmação.
O disco começa com o tema instrumetal “Oxymoron”, o qual serve somente de introdução para a faixa que vem em seguida. Quando os primeiros segundos de “Consequence” tomam conta da audição, nos deparamos com a sonoridade única que, aliás, é a marca registrada do Coroner através dos anos de sua história. Ainda assim, não poderíamos deixar de mencionar a evolução técnica dos músicos, principalmente do guitarrista e membro original Tommy Vetterli na produção de riffs e solos impecáveis. Atualmente, Ron Royce (vocal e baixo), que também é membro fundador, e Diego Rapacchietti (baterista desde 2014) completam o line-up.
Da mesma forma que “Consequence”, “Sacrificial Lamb”, apesar de também ser um Thrash Metal cheio de poder musical, é cadenciado. Logo depois vem “Crisium Bound”, a qual é um pouco mais acelerada que as suas antecessoras, contudo sem a mesma velocidade que os singles fizeram parecer que o álbum teria. “The Law”, que tem elementos de Prog, por sua vez, inicia lenta e dedilhada, ganhando peso, velocidade e intensidade com o passar do tempo.
“Transparent Eye” me faz lembrar a faixa através de qual tive contato com Coroner pela primeira vez, “Sirens” do “Mental Vortex”. Assim sendo, temos um momento nostálgico e prazeroso. “Trinity”, que vem na sequência, segue uma linha semelhante, porém, obviamente, sem parecer mais do mesmo.
A canção “Prolonging” é a responsável pelo encerramento de “Dissonance Theory” e, surpreendentemente, tem um providencial solo de teclado executado pelo músico convidado Dennis Russ. Além disso, ela é praticamente instrumental e parece ter sido composta propositalmente para encerrar essa tão aguardada obra do Coroner. Embora, acreditemos que toda essa espera foi longa demais, devemos congratular Coroner por seu ótimo trabalho.





