Jungle Rot – “Cruel Face of War” (2026)

Jungle Rot
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Jungle Rot – “Cruel Face of War” (2026)

Unique Leader Records
#DeathMetal #ThrashMetal #OldSchoolDeathMetal

Para fãs de: Asphyx, Obituary, Benediction

Texto por Lucas David

Nota: 10

Muitas bandas carregam a tocha do Death Metal underground dos anos 90 com maestria, como é o caso do Jungle Rot. Fundada em 1992, a banda se estabeleceu como uma das grandes forças surgidas naquele período e se mantém fiel ao seu som até hoje, já tendo lançado onze discos e chegando em 2026 com seu novo trabalho, Cruel Face of War.

O grupo, liderado pelo guitarrista, vocalista e membro fundador Dave Matrise, retorna com um disco repleto de riffs potentes, bateria explosiva, grooves e refrões grudentos. O ritmo aqui é impactante e estabelece imediatamente um tom implacável, aliado ao caos, com hinos de guerra inflamados e uma selvageria que soa violentamente agressiva e coesa. Seja pelo timbre potente do baixo ou pelos vocais guturais profundos de Matrise, o ouvinte encontrará riffs Old School impressionantes.

Cada música de Cruel Face of War está repleta dos riffs pesados pelos quais o Jungle Rot é conhecido, além de precisão técnica. O quarteto eleva seu som a um novo patamar com este décimo segundo álbum de estúdio, e a composição faz jus ao legado da banda.

Após uma intro com sons de natureza, “Apocalyptic Dawn” explode nos falantes com um riff em tremolo sensacional de Matrise e Geoff Bub, acompanhado por uma bateria pesada e veloz, além de vocais poderosos. É uma ótima maneira de abrir o disco e apresentar o caos que nos aguarda nas demais faixas. A faixa-título mantém o ritmo acelerado, feita sob medida para abrir rodas de mosh durante os shows, com seu riff principal dialogando com o metal sueco, além do baixo pulsante e marcante de James Genenz e da bateria insana de Spenser Syphers.

“Maniacal” chega carregada de raiva, com batidas fortes e um ritmo mais cadenciado, trazendo forte influência de Hardcore, acompanhada de um videoclipe sinistro que retrata um assassino e sua vítima em mais uma noite de caça. “Radicalized” apresenta um groove extremamente pesado, com ritmo perfeito para bater cabeça, enquanto Matrise entrega guturais monstruosos em uma de suas melhores performances no disco.

A produção de Chris Djuricic, aliada à mixagem e masterização da lenda Dan Swanö, confere ao álbum uma carga energética incrível, exalando os anos 90, mas utilizando a modernidade para tornar tudo mais potente e expansivo. A arte impressionante de Gyula Havancsak (Accept, Annihilator, Destruction) reforça essa atmosfera Old School e enche os olhos de quem aprecia capas ricas em detalhes, feitas para serem contempladas enquanto se escuta o álbum.

Com elementos tão clássicos e bem executados, o Jungle Rot entrega um trabalho que prende o ouvinte, extremamente divertido e com gosto de quero mais, facilmente figurando entre os melhores da carreira da banda. Em Cruel Face of War, tudo é imponente, preciso e pensado para agradar os fãs do Death Metal mais puro e sem firulas.

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