
Coroner – “R.I.P.” (2018) (Relançamento)
Century Media Records
#ThrashMetal, #TechnicalThrashMetal
Para fãs de: Annihilator, Destruction, Sodom
Nota: 9,0
Talvez falar sobre a história do Coroner seja chover no molhado, afinal eles são uma banda de uma extrema importância e respeito entre os grandes nomes do Thrash Metal, mesmo que tenham encerrado as atividades precocemente e por um longo período. O legado dos suíços manteve-se e merece uma atenção especial pelo som bem trabalhado que aliaram ao Thrash Metal.
Se em 1987, época do lançamento de “R.I.P.”, o Thrash Metal não era novidade nem no mundo, nem na Europa, então como o Coroner conseguiu ser tão relevante em meio a um movimento que já vivia bons momentos nessa metade do final da década de oitenta? Exatamente por terem dado elementos muito mais técnicos ao som, com uma complexidade absurda nas composições. Não só de riffs e dos típicos elementos do estilo que a banda vivia, eles adicionaram complexos solos, com difíceis estruturas e bases velozes que não é qualquer um que conseguiria executar. Temas mais soturnos também foram um aperitivo a mais para quem queria alguma novidade, fugindo dos típicos assuntos de cunho políticos.
Passando pela origem da banda com as suas tão comentadas demos, “R.I.P.” acabou virando um marco pelo nível de maturidade atingido sendo o primeiro álbum completo e também pela sua produção, dada a época em que lançaram (1987). Certamente a banda estava num nível acima em relação a várias outras do gênero nesta época. Vide a faixas “Reborn Through Hate”, “When Angels Die” e a bela instrumental, repleta de solos muito bem feitos, “Nosferatu”, que são apenas um aperitivo do que eles viriam a fazer. Esse relançamento conseguiu dar uma realçada em toda essa qualidade, reafirmando a história do Coroner.
Victor Augusto





