Corrosive Nails – “Fragments of a Broken Faith” (2025)
Independente | Lambrequim Records
#DeathMetal #ThrashMetal #DoomMetal #BlackMetal
Para fãs de: Pestilence, Dismember, Asphyx
Texto por Lucas David
Nota: 9,0
Carregado com o espírito do underground e servindo como um dos grandes exemplos de como o metal nacional é forte no lado mais extremo da música, o Corrosive Nails entregou no ano passado seu álbum de estreia, Fragments of a Broken Faith, lançado de forma independente nas plataformas digitais e ganhando sua versão física este ano.
O grupo catarinense, formado por Cleiton Squimachorek (guitarra e vocal), Evandro Schimidberger (guitarra), Cristian Silva (baixo) e Ivan Monte (bateria), pratica um Death/Thrash com ótimas influências do metal sueco, com pitadas de Doom e Black Metal, além de transpirar o som feito nos anos 90.
A produção de Lucas Rafalski capturou essa atmosfera pesada, suja e agressiva do auge do gênero e fez com que cada músico tivesse seu merecido destaque em um disco recheado de grandes riffs, ótimas linhas de baixo e bateria, além de vocais guturais poderosos.
O disco abre com “A Call for Annihilation”, com uma parede sonora estrondosa que logo despenca em um ritmo acelerado, cheio de palhetadas abafadas, uma bateria pesada e urros monstruosos de Squimachorek. Sua voz é muito parecida com a de Martin van Drunen (Pestilence) e consegue se destacar acima de um instrumental brutal.
“Tyrrany” traz um baixo pulsante e robusto de Silva em linhas mais cadenciadas, com a banda apostando mais no peso ao invés da velocidade pura.
“Perpetual Grind” mantém o ritmo mais lento, com a cozinha entregando batidas pesadas e densas, enquanto as guitarras trazem riffs fúnebres e um solo cheio de melodia. Na sequência, “Hatred” retoma a velocidade em uma pegada mais Thrash Metal, com riffs rápidos, uma bateria punitiva e o baixo cada vez mais marcante.
Próximo do fim, “Within The Woods” traz um ataque visceral de Death/Thrash com uma velocidade alucinante e pequenos momentos mais arrastados, adicionando ainda uma passagem mais atmosférica apenas com o baixo trazendo ótimas linhas e dando espaço para um solo matador.
Essa faixa mostra como a banda está certa de seu som, não tendo medo de arriscar e mesclar diversos estilos enquanto faz um trabalho incrível.
Contando com uma arte fantástica feita por Marcelo Almeida (The Dark Side Art), Fragments of a Broken Faith soa como um disco de uma banda veterana, que ajustou seus pontos fortes e não teve medo de arriscar, mesmo se tratando de um grupo que está há pouco tempo na ativa.
Não é um trabalho que busca revolucionar o gênero. Ainda assim, o Corrosive Nails soube fazer o disco que os fãs apreciam e adicionou sua identidade em cada segundo da execução.
Ouça sem medo!





