Cradle of Filth – “Hammer of The Witches” (2015) (Relançamento 2024)

Cradle Of Filth - Hammer of The Witches
Compartilhe

Cradle of Filth – “Hammer of The Witches” (2015) (Relançamento 2024)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#BlackMetal #ExtremeMetal #GothicMetal

Para fãs de: Dimmu Borgir, Carach Angren, Old Man’s Child

Texto por Lucas David

Nota: 10

O Cradle of Filth chegou ao seu décimo primeiro álbum em 2015 com diversas mudanças em sua formação, deixando o vocalista  Dani Filth como o único membro original. Ainda assim, ele acertou e planejou tudo para o lançamento de “Hammer of The Witches”, um de seus álbuns mais abrangentes até o momento. O disco tem violinos sombrios e penetrantes em sua mistura de Black e Thrash Metal.

Outro ponto que o deixa mais sombrio, e algo que a banda já havia dominado há tempo, é a incrível arte da capa, feita pelo artista Arthur Berzinsh que a descreve como “a arte ambivalente da Renascença que reanimou os motivos da mitologia pagã após a Idade Média e, claro, o espírito sombrio, belo e encantador das tradições da Goécia repleto da atmosfera de rituais herméticos”.

Os novos músicos que se juntaram a banda foram os guitarristas Mark “Ashok” Smerda e Richard Shaw, realizando um desejo dos fãs para o retorno das guitarras gêmeas, a tecladista/vocalista/harpista Lindsay Schoolcraft, o baixista Daniel Firth e o baterista Martin “Marthus” Skraroupska.

Falando sobre as músicas, temos “Walpurgis Eve”, uma introdução com violinos e toques orquestrais que deixa tudo grandioso, e assim somos jogados no meio de um tsunami de Black/Thrash com “Yours Immortally…”, que salvo poucos momentos de respiro, é violência pura. Entre os grunhidos de Dani Filth e Schoolcraft existe um equilíbrio, da insanidade à calmaria, algo que deixa a faixa ainda melhor.

“Enshrined in Crematoria” tem algumas mudanças de andamento, com um ritmo perfeito para o headbanging, muitos blast beats e um excelente trabalho de guitarras da nova dupla, que ainda entregam solos sujos e perversos. Na sequência, “Deflowering The Maidenhead, Displeasuring The Goddess”, chega como uma das melhores do disco. Ela começa com o mesmo ataque sem misericórdia de toda a banda, com os vocais soando aterrorizantes, uma bateria insana e um solo de guitarra frenético que deixa qualquer um de queixo caído. A faixa-título chega com tons mais épicos devido ao excelente trabalho nos teclados e nos vocais de Schoolcraft que rouba a cena. Destaco também as guitarras que despejam riffs incríveis.

Os discos do Cradle of Filth costumam trazer diversas sensações aos ouvintes, a maioria os deixando estonteantes e incríveis, e “Hammer of The Witches” não é exceção. Esse é um dos melhores álbuns que a banda já fez, e o trabalho de Dani Filth é excepcional. Chame de Black, Thrash, Dark Orchestral ou o que quiser. Esse é um disco de Metal puro, bem executado e de primeira qualidade.

Compartilhe
Assuntos

Veja também