Bad Bebop – “Last Call to Mars” (2024)

Bad Bebop
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Bad Bebop – “Last Call to Mars” (2024)

Brado Records
#Grunge #HardRock #StonerMetal

Para fãs de: Corrosion of Conformity, Alice in Chains, Soundgarden

Texto por Matheus “Mu” Silva

Nota: 8,5

Em seu terceiro álbum, e dessa vez apresentando uma nova formação, a banda curitibana Bad Bebop lançou “Last Call to Mars”, via Brado Records.

Formada em 2015, a Bad Bebop pratica um som calcado naquela pegada americana da primeira metade dos anos 90, ou seja, riffs simples e pesadíssimos, bateria marcante, e vocal enérgico com personalidade, e até mesmo conversando com Hard Rock mais moderno. Falando em vocal, a entrada de José Trindade deu uma elevada no som da banda, assim como seu novo baixista Roger Larsen, além dos membros remanescentes dos outros álbuns Henrique Bertol na guitarra, e Celso Costa na bateria.

O disco abre com “One Last Time”, e de cara já dá pra ter uma boa noção do que virá pela frente, som perfeito pra bater cabeça, cheio de pegada. “Stepping Into Madness” enfia os pés em um som mais stoner, arrastado e carregado, ganhando mais corpo na metade do som, além de ter um solo furioso, já é um dos destaques do disco, e ainda é só a terceira faixa…

O álbum como um todo é bem consistente, e “Empathy” confirma isso, com uma passagem instrumental mais lenta no meio da canção, e expandindo um pouco mais o que já vinha sendo apresentado ao longo do disco. “Falling Man” tem a melhor performance vocal de José do disco todo, abusando de seu drive, principalmente no final da música. “The Road” destoa totalmente de todo o restante do álbum, se aproximando de um Thrash Metal, com um trecho cantado em português, e mesmo com um refrão bacana, é a faixa mais fraca do álbum… E aí vem a última faixa, que pra mim é a melhor do disco, “Hit The Ground”, isso aqui é ouro, com excelentes melodias, valendo a pena ser degustada em seus detalhes, acho até que cairia melhor mais pro meio do disco, do que fechando ele.

Pra uma banda beirando dez anos de idade, “Last Call to Mars” é um álbum muito sólido, e o Bad Bebop tem seu mérito em entregar um trabalho muito bem gravado, e até um tanto quanto fora dos padrões de muita coisa que vemos na cena nacional. Os novos integrantes agregaram ao som, e vale a pena acompanhar seus próximos passos, certamente um dos destaques desse ano.

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