
Dead Head – “Swine Plague” (2017)
Hammerheart Records
#ThrashMetal
Para fãs de: Exodus, Slayer, Kreator
Nota: 8,0
Se eu escrevesse receitas de culinária no lugar de resenhas, faria hoje um prato chamado “Swine Plague” com as seguintes receitas: Thrash Metal da marca Slayer, riffs/palhetadas do Exodus e Vocal do Kreator. Misture tudo isso, jogue uma produção bem moderna por cima e é só “comer” à vontade enquanto houver pescoço para bater. Resumidamente é essa a essência dos holandeses do Dead Head, que vem fazendo barulho desde 1989.
Realmente essas três bandas citadas são as grandes influências, o que torna o disco muito bom pela boa fusão disso tudo. “The Day Of The Devil” é um típico exemplo de solos que ouvimos em “Reign in Blood” do Slayer, “Helhuizen” e “Palfium” tem uma parede de guitarras que facilmente entraria em obra conduzida por Gary Holt.
O álbum não tem muitas variações nas músicas e somente perto do fim que surge algo diferente, que é a acústica e instrumental “The Reformation”, abrindo portas para os excelentes riffs de “The Gates Beyond”. Um ponto que achei que ficou a dever um pouco é a bateria, que optou por uma linearidade e menos ousadia. Seus ritmos são mais constantes, usando viradas e paradas mais simples e sem tanta frequência, fato que tira um pouco de empolgação.
De resto temos um ótimo disco de Thrash, mesmo que não haja absolutamente nada de novo. “Swine Plague” é um trabalho que pegou a essência “Old School” e combinou com uma produção moderna de alto nível.
Victor Augusto





